sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

RADIOGRAFIA DENTÁRIA PARA IDENTIFICAÇÃO DE OSTEOPOROSE


26 de janeiro de 2007 (Bibliomed). A osteoporose é uma doença que costuma atingir indivíduos idosos, sobretudo as mulheres. Caracteriza-se pela redução da quantidade de minerais nos ossos, sobretudo o cálcio, o que os torna mais rarefeitos e fracos, conseqüentemente mais suscetíveis a fraturas.
A prevenção da doença deve ser feita desde a juventude, uma vez que a reserva de cálcio do organismo é consolidada até o final da segunda e início da terceira década de vida. Com o avançar da idade a capacidade do organismo em reter este mineral reduz-se drasticamente. Além da melhora da alimentação, a prática regular de atividade física também contribui para a prevenção da osteoporose.
A detecção da osteoporose é realizada por meio de um exame caro, denominado densitometria óssea. O tratamento da doença inclui o uso de medicamentos que visam aumentar a força e resistências ósseas, através da maior captação de cálcio por estes ossos.
Um grupo de pesquisadores europeus publicou um estudo na revista Boné, em Janeiro de 2007, com o objetivo de avaliar a eficácia da radiografia dentária na identificação dos sinais iniciais da osteoporose, a fim de melhor definir os pacientes que devem ser submetidos a densitometria óssea. Participaram do trabalho 653 mulheres, com idades entre 45 e 70 anos.
Pela avaliação da radiografia dentária das participantes do estudo, notou-se que a maioria das mulheres com suspeita de osteoporose, teve sua doença confirmada pela densitometria óssea. Porém, um número considerável de mulheres consideradas como não portadoras da doença, apresentou diagnóstico da osteoporose após avaliação pela densitometria.
Quando se avaliaram os achados da radiografia dentária, associados a um questionário específico, que aborda os principais fatores de risco para a osteoporose, houve uma melhora da acurácia na identificação da doença.
Dessa forma, tal abordagem diagnóstica conjunta, pode ser um instrumento útil na seleção das mulheres, que devem ser submetidas a densitometria óssea. Assim, é possível identificar a doença nas fases iniciais, o que permite tratamento adequado e melhor qualidade de vida futura.


Fonte: Bone, 40 (1): 223 – 229 (January 2007).

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

CDC: RECOMENDAÇÕES SOBRE O ZIKA VÍRUS PARA GESTANTES OU MULHERES QUE ESTÃO PENSANDO EM ENGRAVIDAR



CDC: recomendações sobre o Zika vírus para gestantes ou mulheres que estão pensando em engravidar

O Zika vírus pode ser transmitido de uma mulher grávida para o feto. Houve relatos de um defeito de nascença grave chamado microcefalia e outras alterações em bebês de mães que foram infectadas com o vírus Zika durante a gestação. O conhecimento da ligação entre o Zika vírus e estas alterações está evoluindo, mas até que se saiba, o CDC recomenda precauções especiais para os seguintes grupos:
Mulheres que estão grávidas (em qualquer trimestre):
  • Considere o adiamento de viagens para qualquer área onde a transmissão do vírus Zika está em andamento.
  • Se você precisa viajar para uma dessas áreas, converse com seu médico primeiro e siga rigorosamente as medidas para evitar picadas de mosquitos durante a sua viagem.
Mulheres que estão tentando engravidar:
  • Antes de viajar, converse com seu médico sobre seus planos para engravidar e o risco de infecção pelo vírusZika.
  • Siga rigorosamente as medidas para evitar picadas de mosquitos durante a sua viagem.
  • Áreas específicas em que a transmissão do vírus Zika está em curso são muitas vezes difíceis de determinar e são susceptíveis de mudar ao longo do tempo. Verifique com frequência a atualização das recomendações.
  • Não existe vacina para prevenir ou medicamento para tratar o Zika vírus. Os viajantes podem proteger-se através da prevenção de picadas de mosquito:
    • Cubra a pele exposta, vestindo camisas de mangas compridas e calças compridas.
    • Use repelentes registrados pela Enviromental Protection Agency (EPA) contendo DEET, picaridin, óleo de citronela ou IR3535. Sempre use como recomendado na embalagem.
    • As mulheres grávidas e lactantes podem usar todos os repelentes de insetos registrados pela EPA, incluindo n,n-Dietil-meta-toluamida (DEET), de acordo com o rótulo do produto.
    • De acordo com o CDC, a maioria dos repelentes, incluindo DEET, pode ser usada em crianças com 2 meses de idade ou mais. Já as recomendações da Anvisa, dizem que "tais produtos não devem ser usados em crianças menores de dois anos. Em crianças entre dois e 12 anos, a concentração dever ser no máximo 10% e a aplicação deve se restringir a três vezes por dia. Concentrações superiores a 10% são permitidas para maiores de 12 anos. Além do DEET, no Brasil são utilizadas em cosméticos as substâncias repelentesHydroxyethyl isobutyl piperidine carboxylate (Icaridin ou Picaridin) e Ethyl butylacetylaminopropionate(EBAAP ou IR 3535), além de óleos essenciais, como Citronela. Embora não tenham sido encontrados estudos de segurança realizados em gestantes, estes ingredientes são reconhecidamente seguros para uso em produtos cosméticos conforme compêndios de ingredientes cosméticos internacionais."
    • Use roupas e equipamentos tratados com permetrina (tais como botas, calças, meias e tendas). Você pode comprar roupas e equipamentos pré-tratados ou tratá-los você mesmo.
    • Fique e durma em quartos com cortinados ou com ar-condicionado.
  • Se você se sentir doente e achar que pode ter Zika:
    •  Fale com o seu médico se você desenvolver febre com uma erupção cutânea, dor nas articulações ouolhos vermelhos. Informe-lhe sobre a sua viagem.
    • Tome remédio, como paracetamol ou acetaminofeno, para aliviar a febre e a dor. Não tome aspirina, produtos que contenham aspirina ou outros medicamentos anti-inflamatórios não-esteroides, como o ibuprofeno.
    • Faça repouso e beba bastante líquidos.
Evite as picadas de mosquito para evitar a propagação da doença.

NEWS.MED.BR, 2016. CDC: recomendações sobre o Zika vírus para gestantes ou mulheres que estão pensando em engravidar. Disponível em: <http://www.news.med.br/p/saude/816449/cdc-recomendacoes-sobre-o-zika-virus-para-gestantes-ou-mulheres-que-estao-pensando-em-engravidar.htm>

DORES NAS COSTAS



Dores nas costas

Considerações sobre as dores nas costas

A queixa de dores nas costas é uma das mais comuns na clínica médica. Elas podem ser leves ou intensas, intermitentes ou constantes e irradiarem para outras regiões do corpo. As dores nas costas podem originar-se da coluna vertebralmúsculos, nervos e órgãos torácicos ou abdominais ou a partir de outras estruturas na região. Sendo assim, os fatores de risco e as formas de prevenção dependerão de suas causas. Essas características ajudam o médico a pôr-se na pista de sua causa, embora não faça isso de maneira absoluta. O termo médico para dores nas costas é dorsalgia, mas ele não é de uso comum. Chama-se lombalgia, termo um pouco mais comum, às dores na parte inferior das costas ou região lombar.
Felizmente, a maioria das dores nas cotas, a despeito de serem muito incomodativas, não representam um problema médico grave, no entanto, as condições abaixo merecem uma atenção médica especial:
  • Quando estão associadas com fraqueza progressiva das pernas, dificuldades para andar, incontinência intestinalou urinária e impotência.
  • Quando são dores fortes associadas com outros sintomas como febre, perda de peso, tosse, etc.
  • Dores fortes em seguida a um trauma que possa ter causado fraturas ou deslocamento de vértebras.
  • Dores nas costas em indivíduos com osteoporosemieloma múltiplo ou outras condições médicas de alto risco para fraturas.

Quais são as causas das dores nas costas?

As causas de dores nas costas podem ir desde uma coisa simples e auto resolutiva, como exercícios físicos praticados inadequadamente, até outras causas que encerram muita gravidade, como um câncer de pulmão, por exemplo. Grande parte das dores nas costas parte de algum nível da coluna vertebral. Dentre as causas possíveis, mais comuns, encontram-se: quedas, contraturas por tensão nervosa, má postura, artroses, lombalgias, hérnia de disco,espondiliteespondilolistesedeformidades da coluna, estreitamento do canal espinhal, infecções ou metástases dos ossos da coluna vertebral, etc.
Nas pessoas obesas, o excesso de peso que tem de ser suportado pela coluna pode ser a causa da dor. Nos idosos, as alterações degenerativas nos ossos, articulações e ligamentos também são frequentes causas de quadros dolorosos. Dores oriundas de órgãos abdominais podem ser projetadas nas costas como, por exemplo, as devidas acálculos da vesícula ou nos rinsapendiciteinfecções da bexiga, cistos ou tumores ovarianos, torção testicular, pancreatites, etc.

Quais são as principais características das dores nas costas?

Algumas dores nas costas podem irradiar-se para os braços e mãos ou para as pernas e pés. O tipo e intensidade da dor dependem das suas causas.

Como o médico diagnostica as dores nas costas?

A tentativa de diagnosticar as causas das dores nas costas geralmente começa por uma radiografia para determinar se existe ou não alguma fratura óssea. Posteriormente, se necessário, uma ressonância pode refinar o diagnóstico e verificar se há ou não compressão da medula espinhal e das raízes nervosas. Além disso, os exames de imagens torácicas e abdominais ajudam a localizar ou descartar enfermidades localizadas em vísceras internas.

Como o médico trata as dores nas costas?

Se as dores nas costas forem devidas a uma enfermidade orgânica bem definida, deve-se procurar eliminar essa causa, se possível. Fora isso, o tratamento deve ser feito por meio de exercícios físicos orientados e fisioterapias. O tratamento também pode ser feito com analgésicos, relaxantes musculares e anti-inflamatórios, conforme aconselhado pelo médico. Algumas situações especiais como, por exemplo, a hérnia de disco ou as compressões medulares, que não respondem ao tratamento clínico, podem requerer cirurgia.

Como evoluem as dores nas costas?

A evolução das dores nas costas depende de suas causas. Algumas são passageiras e auto resolutivas, mas outras dependem de poder remover-se a situação causal. Há as que são insolúveis quanto às causas e só podem ser enfrentadas sintomaticamente com analgésicos.

Como prevenir as dores nas costas?

  • Evite más posturas que, ao longo do tempo, causam deformidades na coluna.
  • Evite carregar pesos excessivos.
  • Evite a obesidade, que sobrecarrega continuadamente a coluna.
  • Evite situações de stress, que provocam contraturas musculares.
  • Evite fumar, porque o fumo reduz o fornecimento de sangue para os ossos da coluna, causando degeneração acelerada.
  • Faça exercícios físicos bem orientados, regularmente. Procure dormir em colchão duro e sentar-se em cadeiras de encosto reto.
  • Se tiver de levantar objetos pesados faça-o a partir de uma postura agachada, mantendo as costas retas.
  • Se tiver de passar longos períodos de tempo assentado, mude frequentemente de posição ou fique de pé de vez em quando.

Quais são as complicações das dores nas costas?

estenose do canal vertebral, quando na região lombar, pode levar o indivíduo a sentir dores nas pernas, nas coxas e nos glúteos, dificuldades de caminhar e incontinência fecal ou urinária.

ABC.MED.BR, 2016. Dores nas costas. Disponível em: <http://www.abc.med.br/p/ortopedia-e-saude/816894/dores+nas+costas.htm>

terça-feira, 8 de setembro de 2015

ANVISA ESCLARECE SOBRE VENDA DE FENILPROPANOLAMINA


Brasília, 2 de setembro de 2005 - 18h
Anvisa esclarece e-mail que alerta sobre fenilpropanolamina
A Anvisa vem a público esclarecer mensagens veiculadas na internet sobre os medicamentos com a substância fenilpropanolamina,
que, até o ano 2000, estava presente na composição de vários medicamentos, principalmente nos antigripais.
Devido ao registro de eventos adversos ocorridos em outros países, a fenilpropanolamina foi proibida no Brasil, por meio da
Resolução RDC 96, de 8 de novembro de 2000, que obrigou a sua retirada da fórmula original de todos os medicamentos
ou a sua substituição.
Constatada a presença de fenilpropanolamina em qualquer medicamento comercializado no Brasil – facilmente observada nos
dizeres do rótulo ou na composição do produto descrita na bula –, o consumidor deve encaminhar denúncia à Ouvidoria da Anvisa. A
s dúvidas sobre a fenilpropanolamina e outros medicamentos podem ser enviadas pelo e-mail farmacovigilancia@anvisa.gov.br
ou pelo fax (61) 3448-1275.
A Unidade de Farmacovigilância, buscando promover o uso correto e seguro dos medicamentos, informa que as suspeitas de
falha terapêutica de qualquer medicamento e de reações adversas, principalmente as reações graves ou não descritas na bula,
devem ser notificadas pelo Formulário de Suspeita de Reação Adversa a Medicamentos.
A contribuição de todos é fundamental na constituição do sistema de monitorização dos medicamentos comercializados no País,
pois o acúmulo de informações norteia as ações regulatórias no mercado farmacêutico brasileiro.
Veja também:
Alerta sobre mensagem de antigripal na internet
Anvisa suspende comércio de medicamentos com Fenilpropanolamina

quarta-feira, 29 de julho de 2015

MUDANÇA DE ENDEREÇO



                                         POR FAVOR ACESSEM O BLOG:
         
                                  antoniomartinsodontologia.blogspot.com.br

                                                                    ou
   
                                                www.drantoniomartins.com

quarta-feira, 20 de maio de 2015

RECOLHIMENTO DE CHAPAS DE RAIOS X (RADIOGRAFIAS)








Recolhimento de chapas de raio-x - Muitas pessoas acabam guardando as chapas de seus exames de raio-x por anos como se fosse um documento importante, mas exames com resultados normais não ha necessidade de serem guardadas a não ser que seja por orientação do seu médico. As chapas também não podem ser descartadas no lixo comum por conterem elementos tóxicos nocivos ao meio ambiente, contaminando o solo e lençóis freáticos.
Por isso existem empresas especializadas no Recolhimento de chapas de raio-x como a Futura Soluções Ambientais que trata as chapas retirando toda a toxidade, podendo destacar metanol, amônia, cromo; algumas ainda possuem brometo, dentre outros solventes orgânicos. Com o tratamento correto conseguimos torna-las aptas para reciclagem e assim retornar a linha de produção para a fabricação de capas de caderno, recipientes, pacotes, dentre muitos.
“Metais pesados possuem efeito acumulativo no organismo e podem causar problemas renais, gastrointestinais, motores e neurológicos. Além disso, outras substâncias utilizadas na composição dos produtos de revelação de imagens podem causar irritação nas vias aéreas superiores e olhos, além de problemas dermatológicos” (Daniel Marques Périgo, gerente de sustentabilidade do Grupo Fleury)
Chapa de raio-x , filme radiográfico, Películas de raio x, são alguns dos seus sinônimos. Além disso recolhemos outras películas como a de tomografia, mamografia, Fotolito (filmes de gráfica) e Filmes de raio-x industrial.

Existem empresas especializadas para esse recolhimento.

terça-feira, 14 de abril de 2015

ORIENTAÇÕES SOBRE AS PRECAUÇÕES DE CONTATO PARA OS VISITANTES NO HOSPITAL


Quando o médico decide que a internação de uma pessoa é necessária, alguns transtornos no convívio com familiares, amigos e no trabalho, geralmente ocorrem, para tentar amenizar estes problemas e ajudar no processo de recuperação deste paciente o corpo clínico do hospital permite que as pessoas possam visitar o paciente internado, para que isso ocorra com segurança a instituição de saúde e visitantes devem ter alguns cuidados para evitar infecções hospitalares. Novas recomendações para este procedimento foram lançadas recentemente por um grupo de especialistas nesta área.

As novas recomendações publicados online em Controle de Infecção e Epidemiologia Hospitalar , a revista da Society for Healthcare Epidemiology of America (SHEA), os especialistas em doenças infecciosas, indicam quais as precauções para visitantes de pacientes com doenças infecciosas, para que possa reduzir as possibilidades de visitantes espalharem bactérias perigosas dentro da unidade de saúde e também para a comunidade.


O Comitê de Diretrizes Shea, composto por especialistas em controle e prevenção de infecção, desenvolveu as recomendações baseadas em evidências disponíveis, fundamentação teórica, considerações de ordem prática, uma pesquisa de opinião membros Shea, autor e consideração de dano potencial, quando aplicável.
Uma vez que nem todos os patógenos apresentam o mesmo risco de transmissão para os visitantes, as orientações se destinam a proteções que devem ser tomadas para patógenos distintos.
Autores do estudo lembram que as precauções com os visitantes só deverão ser implementadas pelos hospitais se eles tiverem condições reais de aplicar efetivamente e acompanhar rotineiramente o cumprimento das mesmas. Estabelecimentos de saúde devem utilizar as orientações como uma estrutura para o desenvolvimento de políticas de instalações. As recomendações incluem:
·         A higienização das mãos realizada antes de entrar e imediatamente depois de sair de um quarto do paciente.
·         Em áreas onde eles são endêmicas, Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA) e resistente à vancomicina enterococos (VRE) não requerem precauções de isolamento de contato para os visitantes, dada a sua prevalência na comunidade. No entanto, considerações especiais devem ser feitos para os visitantes imunocomprometidos ou incapazes de praticar uma boa higiene das mãos.
·         Visitantes de pacientes com organismos gram-negativos, como carbapenem-resistente Enterobacteriaceae (CRE) e Klebsiella pnemoniae carbapenemase (KPC), deve seguir as precauções de contato para ajudar a prevenir a transferência de patógenos para os hóspedes.
·         Patógenos intestinais, como a Clostridium difficile e norovírus, são potencialmente prejudiciais para os visitantes e tem baixa prevalência na comunidade, para precauções de contato de isolamento devem estar no local.
Veja mais recomendações em Society for Healthcare Epidemiology of America (SHEA).
Uma pesquisa com membros do SHEA mostrou que a maioria dos seus estabelecimentos de saúde têm políticas para visitação de pacientes em isolamento e internação, muitas dessas políticas são transmitidas para a equipe, mas muitas instituições não fiscalizam o cumprimento das políticas pelos visitantes.
Os autores recomendam ainda, aprofundar nas pesquisas sobre o papel dos visitantes na transmissão de infecções associadas aos cuidados de saúde para definir melhor o risco e as medidas preventivas necessárias.
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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

COMO ACABAR COM O MAU HÁLITO


O mau hálito, ou halitose, é extremamente desagradável para quem tem e para quem está perto de quem tem. Gera, inclusive, situações constrangedoras nos relacionamentos. Muitas pessoas não conseguem perceber o próprio mau hálito e os amigos, mesmo os mais próximos, não se sentem confortáveis para alertá-los sobre essa situação. Afastam-se fisicamente e procuram disfarçar o mau estar. Nada fácil para ninguém.
O mais indicado a ser feito, porém, é alertar o amigo do fato. Claramente, sem rodeios e de forma objetiva e tranquila. Pode e deve, sim, causar um momento de constrangimento. Mas depois as pessoas agradecem, porque geralmente a halitose tem solução.
Para saber como acabar com o mau hálito, o primeiro passo é descobrir de onde ele vem. Qual é a causa específica. E cada um pode ter uma. Vamos entender.
A maioria das causas para o mau hálito está na própria boca. Resíduos de alimentos podem se depositar em “cantinhos” escondidos como, por exemplo, entre os dentes ou em micro espaços que normalmente existem na superfície da língua. Resultado: estes alimentos são processados por bactérias que produzem, como consequência desta digestão, gases que contêm enxofre, que é o principal componente do cheiro desagradável.A saliva é um processo natural de “limpeza” e higienização oral. Por isso a saliva é um dos nossos mais aliados protetores contra o mau hálito. 
O tratamento da halitose de origem bucal é eficaz e bastante simples: fazer a higiene oral COMPLETA pelo menos 3 vezes ao dia: depois do café da manhã, almoço e jantar. Isso significa começar com o fio dental. Deve-se usar o fio em TODOS os dentes. O fio dental é insuperável na capacidade de retirar os resíduos alimentares mais difíceis.
Depois do fio deve-se proceder à escovação total de todos os dentes. Não se esqueça de escovar, também, a parte de trás dos dentes e a gengiva, com movimentos suaves.
A língua merece um cuidado especial. Há raspadores de língua, vendidos nas farmácias, especificamente feitos para a sua limpeza. Devem ser utilizados diariamente, pois são fundamentais para eliminar traços de alimentos e bactérias “escondidos” na língua e que podem gerar o mau hálito.
Esta higiene oral completa geralmente resolve grande parte dos casos. Se, no entanto, o mau hálito persistir, há que se identificar outras causas. Há várias. Infecções como amigdalite, sinusite, estomatite ou gengivite, por exemplo, podem também ser causa de halitose. Cáries também.
E o estômago? Muitos acham que o mau hálito vem do estômago diretamente. Mas não é bem assim. Quando estamos de estômago vazio, em jejum, aumenta a produção no sangue de substâncias chamadas corpos cetônicos que,expelidos pelo pulmão,dão um hálito característico de odor cetônico e nada agradável.
O refluxo gastroesofágico pode causar um movimento de líquidos ácidos para o esôfago. Dependendo da intensidade, esse movimento pode diminuir o pH e favorecer a proliferação de bactérias, na orofaringe, que dão mau hálito. O tratamento, neste caso, é direcionado ao refluxo.
Alertar um amigo que ele tem mau hálito não é fácil. Mas só os verdadeiros amigos é que conseguem fazer isso sem constranger ou ofender. É o primeiro passo para uma conversa franca e próxima, sem medo!
Assista o vídeo: http://g1.globo.com/bemestar/blog/doutora-ana-responde/post/como-acabar-com-o-mau-halito.html

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015


INGLÊS RECUPERA PARTE DA VISÃO COM IMPLANTE DE DENTE

Em uma cirurgia longa e rara, um britânico recuperou 40% da visão depois de um implante de córnea artificial feito a partir de um dente
Um homem de 43 anos recuperou parte da visão depois de passar por um implante de córnea artificial feita a partir de um dente
Foto: Sergieiev / Shutterstock
Parece coisa de filme, mas acredite, é possível, em alguns casos, que uma pessoa que esteja cega recupere parte da sua visão a partir do fragmento de um dente. Essa possibilidade foi exposta para o mundo pelo canal britânico BBC que produziu um documentário sobre um homem de 43 anos que recuperou parte da visão depois de passar por um implante de córnea artificial feita a partir de um dente. 
Ian Tibbetts contou que teve a córnea destruída e ficou cego depois que sofreu um acidente de trabalho. A partir daí, recorreu a vários tratamentos para recuperar a visão, mas todos foram em vão. Até que resolveu tentar o inovador procedimento Osteo-Odonto-Queratoprótese (OOKP) em um hospital da Inglaterra. 
“Esse procedimento, ainda inédito em muitos países, deve servir como último recurso para tentar fazer o paciente recuperar a visão ou parte dela. Ele só deve ser considerado em organismos que já rejeitaram transplantes de córneas”, diz o oftalmologista Johannes Abdouni. 
Como é possível? 
Para realizar essa cirurgia (que durou meses) foi preciso dividi-la em duas partes. Primeiro os médicos extraíam um dente (o canino) e uma parte do maxilar de Tibbetts e o recortaram até conseguirem obter as dimensões parecidas com a de uma córnea. Em seguida, foi feito um pequeno furo para colocarem uma lente com uma broca dentro dele. 

Feito isso, esse dente (em forma de córnea) com a lente foi colocado embaixo de um dos olhos do britânico e lá ficou por meses para que ele permanecesse vascularizado e criasse todos os tecidos necessários para a próxima etapa. “A escolha de colocar esse fragmento de dente dentro do olho foi uma opção para que, mais para frente, a rejeição do organismo pudesse ser menor”, diz Johannes. 
Por fim, os médicos removeram a córnea danificada do britânico e colocaram o dente-lente no centro do olho, alinhado com a retina. Como Johannes disse, por ter sido criado a partir de tecidos do próprio paciente, o risco de rejeição ficou bem pequeno. Depois desse procedimento, Tibbetts recuperou cerca de 40% da visão, e os médicos acreditam que o quadro dele deva melhorar ainda mais com o tempo. 
Cada dia mais comum
Embora ainda bastante raro (somente cerca de 600 cirurgias foram realizadas até hoje no mundo), esse procedimento não é tão novo assim. Ele foi criado na Itália em 1963 e, ao longo dos anos, foi se tornando mais conhecido principalmente em países da Europa e Ásia.“Eu não tenho conhecimento desta prática aqui no Brasil, pois acredito que não haja estudos científicos que garantam sua eficácia, sendo ainda um procedimento um pouco ousado”, diz Johannes. 


segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

VOCÊ SABE O QUE SIGNIFICAM AS CORES NAS EMBALAGENS DE CREME DENTAIS?



corescremedental
Você já se deu conta que há uma cor diferente na parte inferior de cada tubo de creme dental? Já parou para pensar no que quer dizer? Um boato na internet diz que as cores correspondem ao método pelo qual cada produto é fabricado:
Verde: seriam Natural.
Azul: seria medicina natural.
Vermelho: seria natural + composição química.
Preto: seria totalmente composição química.
Na verdade, não existe produto fabricado que seja 100% natural. Se é fabricado, se é transformado, então não é natural… Esse boato, portanto, é falso.
As cores estampadas nos tubos, são, na verdade, uma marca que serve de guia para as maquinas de envasamento. É que nas fábricas, os cosméticos são embalados em máquinas de alta velocidade que se baseiam nessas marcas para alinhar e “saberem” onde soldar e fechar a embalagem.
Além disso as marcas possuem cores diferentes, pois são impressas com uma das cores usadas na arte da embalagem. Os produtores das embalagens dão preferência para uma das cores mais escuras presentes para que haja maior contraste em relação à área onde está sendo impressa.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

CÂNCER DE BOCA É O 5º MAIS COMUM ENTRE HOMENS NO BRASIL E CRESCE POR FALTA DE PREVENÇÃO


Uso do cigarro e do álcool são os principais fatores de risco da doença

  • Getty Images

    • O câncer oral ou de boca envolve a região
      dos lábios e a cavidade interior da boca

      O cigarro e o álcool, além de potencializar o aparecimento de várias doenças, são os principais fatores de risco de câncer de boca – doença agressiva que pode mutilar o rosto e matar.
      No Brasil, este é o quinto tipo de câncer mais comum entre os homens. Dados do Inca (Instituto Nacional do Câncer) estimam que surgirão 14.120 novos casos de câncer de boca no país somente em 2010, dos quais 10.330 em homens e 3.790 em mulheres.
      Os homens são as principais vítimas, pois costumam fumar e beber mais. No entanto, com a mudança de hábitos, a doença também se alastra entre as mulheres. Atualmente é o sétimo tipo de câncer mais comum entre elas. Em 2007, era o oitavo.
      Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), 43% das mortes por câncer em todo o mundo são causadas pelo consumo do tabaco, do álcool, por maus hábitos alimentares e de estilo de vida e infecções.
      O câncer oral ou de boca envolve a região dos lábios e a cavidade interior da boca. Isto é, podem afetar as bochechas, língua e embaixo dela (assoalho), o céu da boca (palato duro) e as amídalas. Em casos mais extremos, quando há metástase, pode chegar à região da orofaringe (pescoço) e subir para o rosto.
      Segundo Teresa Márcia Nascimento de Morais, consultora da Associação Brasileira de Odontologia, quem fuma tem 25 vezes mais chance de ter doenças na boca do que os não fumantes, o que pode piorar com a ingestão de bebidas alcoólicas.

      Isso acontece porque o tabaco e o álcool causam alterações nas células da mucosa da boca e da pele, capazes de acelerar o crescimento das células cancerígenas e aumentar as chances de lesões e tumores.
      Quem deve detectar essa anormalidade é o cirurgião dentista, após biópsia. Teresa orienta a procurar um deles ao perceber ferida, nódulo, lesão ou manchas avermelhadas, escuras ou esbranquiçadas na boca, que não cicatrizaram em uma semana.

      Prevenção
      A lógica da prevenção é a mesma de outros tipos de câncer. Quanto antes identificado, melhor, pois isso pode evitar o tratamento com quimioterapia e radioterapia, e aumentar as chances de cura, explica a dentista.
      - Quando o câncer é detectado nos estágios mais avançados, a pessoa pode perder completamente áreas expostas da face, como o nariz, queixo, olho, orelhas. É um tratamento que mutila e impede o convívio social.
      Se tratado logo no início, a chance de cura chega a quase 80%, segundo dados da OMS.
      A exposição ao sol sem proteção também aumenta as chances de adquirir o câncer de lábios, o carcinoma de boca mais comum entre os brasileiros. Segundo a cirurgiã dentista Denise Abranches, da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), que trabalha no setor de Estomatologia (especialidade que estuda doenças da boca) do Hospital São Paulo, pessoas que trabalham ao ar livre, como garis, trabalhadores rurais e motociclistas, costumam ser vítimas. A falta de informação, segundo ela, ajuda na descoberta tardia do diagnóstico.
      Pesquisas internacionais já associaram a prática do sexo oral ao câncer de boca. No entanto, os especialistas consultados pelo R7 afirmam que isso não é comprovado.
      Para orientar a população, Denise e sua equipe desenvolveram um site com dicas de prevenção ao câncer de boca que mostra o quanto a ação do paciente influencia de forma decisiva para evitar o problema.
      - Deixar de fumar, beber, usar o protetor solar labial e ir ao dentista a cada seis meses são as medidas principais. Mas manter uma dieta saudável e evitar o uso de próteses e dentes que machucam a mucosa também são medidas preventivas eficazes, além do  autoexame na boca.
      O autoexame é indicado para homens e mulheres acima de 40 anos, fumantes e usuários de bebida alcoólica. Veja como fazê-lo no vídeo abaixo, elaborado pela equipe da Unifesp.

      Tratamento
      O tratamento do câncer de boca é multidisciplinar, ou seja, depende da ação conjunta do dentista e do cirurgião de cabeça e pescoço, além do apoio de fonoaudiólogo e mesmo de um psicólogo, quando a cirurgia deforma o rosto do paciente. Segundo Onivaldo Cervantes, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço, o procedimento adotado no tratamento depende da gravidade do tumor, ou seja, se é inicial (menor de 4 cm), médio (até 4 cm) e avançado (acima de 4 cm).
      Nos casos mais simples, a cirurgia pode acabar com a doença, ao retirar o tumor. No entanto, se há presença de tumor na região cervical (pescoço), é necessária a cirurgia para retirada, conhecida como esvaziamento cervical, se houver chance dele se espalhar.
      Quando o câncer se espalha, a cirurgia de retirada pode significar a remoção de algumas partes da face, deixando o paciente literalmente mutilado. Por isso, muitas vezes a operação envolve a necessidade de reconstituição facial feita pelo próprio cirurgião dentista e, em alguns casos, com auxilio do cirurgião plástico.
      Após essa cirurgia, é comum o paciente ter dificuldades de fala, sanadas com orientação de um fonoaudiólogo. Um psicólogo pode ser necessário também.
      - Em casos de cirurgia radical, quando o tumor se espalha, pode acontecer de ser retirada toda a língua, o lábio, axila. São partes que serão reconstruídas com músculo retirado de outras partes do corpo e enxertos. Usamos também a fíbula para refazer a mandíbula ou próteses.
      Vale lembrar que durante o tratamento, o paciente pode ter dificuldade ou mesmo ficar impossibilitado de comer. Por vezes pode ser alimentado por uma sonda ligada entre o nariz e o estômago ou outra ligada diretamente ao órgão. Nos casos extremos, o paciente pode morrer de desnutrição. O corpo desnutrido e debilitado por um tumor também aumenta as chances de morte.

      Fonte:Camila Neumam, do R7