terça-feira, 5 de junho de 2012

DENTISTAS SÃO CAPAZES DE IDENTIFICAR DIABETES


Uma visita ao dentista pode ajudar na identificação de problemas que vão além dos relacionados à saúde bucal. Segundo pesquisadores norte-americanos, o dentista é capaz de identificar casos de diabetes ou pré-diabetes em pessoas que ainda não foram diagnosticadas.

Realizado na da Columbia University College of Dental Medicine, o estudo envolveu 600 pessoas, com idade mínima de 30 anos, sem diagnóstico para a doença. Cerca de 530 pacientes com pelo menos um fator de risco adicional de auto-relato de diabetes, como, por exemplo, histórico familiar da doença, colesterol alto, hipertensão e sobrepeso ou obesidade, receberam exame periodontal e o teste de hemoglobina A1c, o exame da ponta de dedo.
Para avaliar e comparar o desempenho de diversos protocolos de identificação potencial, os participantes do estudo realizaram um teste de jejum da glicose. Os resultados mostraram que exames de dois parâmetros dentais – o número de dentes perdidos e o percentual de bolsas periodontais – em pacientes odontológicos com fatores de risco foram eficazes na identificação de pacientes com diabetes e pré-diabetes não diagnosticada.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

TRANSPLANTES DE OSSOS É ALAVANCADO PELA ODONTOLOGIA

Fonte: http://londrina.odiario.com/blogs/vita/2012/01/05/brasil-vive-boom-de-transplante-de-osso/
A busca por um sorriso perfeito tem lotado os consultórios dentários para alegria não só dos pacientes que recuperam sua autoestima, mas também dos profissionais especializados e de um novato nos bancos de tecidos, o osso. A odontologia tem sido responsável por uma explosão nos números de transplantes desse órgão que até bem pouco tempo era ignorado como alternativa de doação humana.
O volume do transplante ósseo no País saltou de 755 casos em 2005 para 23.647 em 2010. Nos primeiros nove meses de 2011, os registros chegaram a 17.609 casos, segundo a Associação Brasileira dos Transplantes de Órgãos (ABTO). “Há uma forte procura por esse tipo de tecido para tratamento com implantes dentários”, afirma Augusto Santos, responsável pelo Banco de Tecidos do Hospital das Clínicas de São Paulo, ligado à Faculdade de Ortopedia da USP. “O transplante de ossos é oficial, como de fígado ou rim”, explica Santos. “E tem sido muito usado nos consultórios”.
O estudo da entidade mostra que a curva dos transplantes de osso dispara a partir da regulamentação da nova lei dos bancos de tecidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Com as modernas técnicas de aproveitamento do osso de doador humano, a oferta do tecido para a reconstrução de face e região da arcada dentária aumentou de 4,1 transplantes de osso por milhão de pacientes (pmp), naquele ano, para 123,1 pmp em 2011 (janeiro a setembro).
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Uma das técnicas nesse tratamento de reposição é a do transplante de osso direto de outras partes do corpo, como da bacia do próprio paciente, para que haja reconstrução da estrutura reduzida. Os resultados são considerados excelentes, porém pode haver resistência do paciente em razão do trauma da cirurgia.
O cirurgião do HC diz que eventuais falhas podem ocorrer, mas que são, em regra, mais ligadas à técnica de implante, ou seja, às habilidades do profissional que opera, do que à rejeição do organismo receptor do osso. “A parte do osso que é colocada no paciente é somente a estrutura mineral do órgão. Não há partículas orgânicas no processo”, afirma.
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LASERTERAPIA PARA ALIVIO DE PROBLEMAS BUCAIS NOS PACIENTES ONCOLÓGICOS

O tratamento realizado por dentistas, mas ainda desconhecido por pacientes, ajuda a reduzir os efeitos colaterais da quimioterapia e radioterapia e garante melhor qualidade de vida aos pacientes de câncer.
A odontologia avançada tem permitido aos dentistas não apenas detectar precocemente alguns tipos de câncer que se manifestam na boca, como também auxiliar no alívio da dor e no controle de efeitos colaterais da quimioterapia e da radioterapia. O tratamento, embora com eficácia comprovada na literatura internacional, ainda é desconhecido por muitos pacientes oncológicos. Prova disso é que, embora a Faculdade de Odontologia São Leopoldo Mandic ofereça esse serviço desde 2008, apenas 20 pacientes foram submetidos à laserterapia até hoje.
A laserterapia consiste basicamente na aplicação de laser nas úlceras, edemas, inflamações e hemorragias decorrentes da radioterapia e quimioterapia. De acordo com levantamento realizado pelos professores dos cursos de Especialização e Capacitação em Laser da Faculdade de Odontologia São Leopoldo Mandic, cerca de 40% dos pacientes submetidos à quimioterapia e 100% dos que recebem radioterapia de cabeça e pescoço desenvolvem a mucosite oral (aftas na boca), manifestada na forma de edema, sangramento e eritema (inflamação) na cavidade bucal. Essas úlceras praticamente impedem a boa alimentação do paciente devido à dor que o paciente sente ao ter contato com o alimento ou bebidas.
“A Laserterapia alivia a dor e melhora a qualidade de vida do paciente ao permitir que ele passe a se alimentar mais adequadamente, tenha um aumento na salivação e melhore o paladar, ajudando em sua recuperação. A intensidade da dor é variável em cada paciente, mas, de maneira geral, essas úlceras (aftas) comprometem a mastigação de alimentos, levando, muitas vezes, à alimentação por sonda, e dificultam até a fala”, explica Daiane Thais Meneguzzo, coordenadora dos cursos de Especialização e Capacitação em Laser da Faculdade de Odontologia São Leopoldo Mandic, de Campinas.
Leia  mais no artigo original…

O TRATAMENTO DA OSTEOPOROSE E SUAS CONSEQUÊNCIAS ODONTOLÓGICAS

A ADA lançou um manual com diversas diretrizes sobre o tratamento da osteoporose e suas consequências sobre a saúde bucal.
O time de especialistas que assina o trabalho conta, entre outros, com o professor e pesquisador Cesar Migliorati, brasileiro radicado nos EUA.
Há citações sobre medicações que causam e que não causam osteonecrose da mandíbula (ONM) e várias orientações sobre a realização de pesquisas na área.
Dentre suas conclusões destacam-se a baixa incidência de osteonecrose mandibular durante o tratamento medicamentoso (0,1%) e a correlação entre o seu aparecimento e a realização de procedimentos ósseos, como as exodontias (extrações).
Há também significativa correlação entre a ONM com a idade avançada, doença periodontal, uso de dentadura, fumo e diabetes, especialmente quando há o uso dos bisfosfonatos por mais de 2 anos.
Recomendam ainda que seja feita um bom controle periódico bucal dos pacientes submetidos ao tratamento com drogas antireabsortivas para o controle da osteoporose.
Obrigado ao José L. Peixoto Filho que não deixou o documento passar em branco e deu a dica.
Veja abaixo o link do site onde o manual está disponível:
http://www.ada.org/sections/professionalResources/pdfs/topics_ARONJ_report.pdf?mid=56531

NECROSE EM MUCOSA ORAL ASSICIADA A LEUCEMIA

O eminente pesquisador e professor Paulo Santos, em parceria com os Profs. Nathalia Neri e Carlos Chiattone publicaram um caso clínico, na Revista Brasileira de Hematologia, onde é descrita lesão tipo-noma em paciente portador de leucemia promielocítica aguda.
No artigo os autores discorrem sobre os achados clínicos e laboratoriais e citam que existem apenas 5 artigos com achados semelhantes no Pubmed.
O paciente foi submetido a 45 dias de terapia antibiótica, inclusive em unidade intensiva e se recuperou bem.
Parabéns aos autores pela publicação.
Baixe o artigo na íntegra aqui.

DENTISTAS PODEM AUXILIAR NO DIAGNÓSTICO DE DOENÇAS CRÔNICAS

Pesquisadores da Universidade de Nova York, nos Estados Unidos, sugerem que dentistas podem auxiliar no diagnóstico de doenças crônicas.
Estudo mostra que, somente nos Estados Unidos, cerca de 20 milhões de pessoas se consultam anualmente com profissionais da odontologia, mas não com outros médicos em geral, o que, para os pesquisadores, significa uma oportunidade para identificar diabetes, hipertensão e outras doenças graves.
“Dentistas estão em uma posição-chave para avaliar e detectar sinais e sintomas orais de doenças sistêmicas que podem passar despercebidas, e encaminhar os pacientes para cuidados de acompanhamento”, observa o pesquisador Shiela Strauss.
Segundo os autores, durante exames odontológicos de rotina, dentistas e higienistas dentais, como provedores de saúde treinados, podem avaliar o histórico de saúde do paciente, verificar a pressão arterial, e usar a observação clínica direta e raios-X para detectar risco de doenças sistêmicas, como diabetes, hipertensão e doenças cardíacas.
A equipe examinou dados de uma amostra nacionalmente representativa de 31.262 adultos e crianças que participaram de uma pesquisa em 2008. Médicos, enfermeiros e assistentes médicos estavam entre aqueles classificados como prestadores de cuidados gerais de saúde para os fins da pesquisa.
Os resultados mostraram que 26% das crianças não se consultavam com um prestador de cuidados gerais de saúde.
No entanto, mais de um terço desse grupo, representando cerca de sete milhões de crianças, visitou um dentista pelo menos uma vez nesse ano.
Entre os adultos, um quarto não visitaram um profissional de saúde em geral, embora quase 13 milhões tinham ido pelo menos uma vez ao dentista.
Quando combinados, adultos e crianças que tiveram contato apenas com os dentistas representaram cerca de 20 milhões de pessoas.
Noventa e três por cento das crianças e 85% dos adultos tinham alguma forma de seguro de saúde, sugerindo que, muitos deles não buscam profissionais de saúde em geral por opção. (fonte: idest.com.br)
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PARA ACERTAR A DIMENSÃO VERTICAL

É a altura entre as zonas das mandíbulas que sustentam os dentes naturais, conhecidas como rebordos alveolares, quando os músculos elevadores e abaixadores estão em equilíbrio. Pode ser dividida em dimensão vertical de oclusão (a separação vertical dos maxilares, quando os dentes se acham em contato oclusal) e dimensão vertical de repouso, também conhecida como fisiológica (a separação entre os maxilares quando os músculos elevadores e abaixadores se encontram em estado de equilíbrio).

Para se ter uma oclusão equilibrada, as faces oclusais dos dentes devem entrar em contato simultâneo em toda a arcada, com a carga distribuída proporcionalmente por todos os dentes, sendo importante que não ocorra exagero prejudicial em nenhuma parte. Para se ter a oclusão cêntrica, o contato deve ser total e simultâneo, com os dentes em repouso.

Estes conceitos são importantes porque permitem confeccionar uma prótese com o maior número possível de elementos e registros, condição esta que possibilita a realização de próteses dentro dos conceitos da normalidade de funções. Estes elementos são alvo de medições e transferidos para um articulador, onde Dentista e Protético farão os ajustes necessários para a confecção de uma prótese que tenha como vantagem, o fato de ter sido simulada em seus movimentos, como acontecem na boca.

Por esta razão, é importante quando precisar de uma prótese, principalmente quando envolver um número maior de dentes, nas duas arcadas, para que a parte fisiológica da sua mastigação não seja alterada, levando a uma maloclusão, que o especialista escolhido para estas próteses mais amplas, conhecidas como reabilitação bucal, seja o protesista.