terça-feira, 9 de outubro de 2012

O TABAGISMO E A SAÚDE BUCAL



Estudo realizado pela USP mostra ainda que a higiene oral completa, incluindo o uso de enxaguatórios, pode retardar o surgimento de doenças bucais.

Muitas vezes assuntos importantes relacionados à boca são pouco lembrados, entre eles, estão os impactos nocivos do cigarro à saúde bucal. Você sabia que, além das manchas nos dentes, o fumante apresenta maior chance de desenvolver doenças e complicações bucais do que os não fumantes?
Questões como essa, foram respondidas pelo Prof. Dr. Cláudio Mendes Pannuti, professor da Disciplina de Periodontia do curso de Odontologia da Universidade de São Paulo (USP) e um dos autores de uma pesquisa – realizada em 2010 e publicada em 2011 – feita com 52 fumantes da capital paulista, que comprova os malefícios causados pelo tabaco aos dentes. “O fumo pode aumentar em até sete vezes o risco de periodontite, doença que causa perda do suporte ósseo e que sem tratamento leva à perda do dente. Os fumantes também apresentam mais halitose, manchas dentais e têm mais chance de desenvolver câncer de boca”, afirma Pannuti.
Os participantes da pesquisa receberam ao mesmo tempo tratamento não cirúrgico periodontal e tratamento para cessação do tabagismo. “Após um ano, somente 17 participantes pararam de fumar. Apenas estes apresentaram melhora significativa na gengiva, comprovando que os riscos das doenças bucais diminuem quando não há o uso do tabaco”, comenta Dr. Pannuti.

Prevenção
O cuidado com a higiene bucal se faz necessário para todos, mas os fumantes devem se atentar ainda mais. A pesquisa, além de comprovar a associação do tabagismo às doenças orais, também ressalta os benefícios que uma limpeza bucal completa proporciona para os pacientes fumantes. “A prevenção é a maneira menos dolorida e mais econômica de cuidar da boca. A higiene poupa uma série de doenças e cabe aos fumantes manter diariamente sua boca saudável por meio dos três passos básicos: a escovação, o uso do fio dental e também do enxaguatório”, afirma.
Ainda de acordo com Pannuti os dentistas têm um papel fundamental de auxílio aos pacientes fumantes. “Estudos comprovam que 49% dos pacientes desejariam receber ajuda para parar de fumar, juntamente com o tratamento dentário, por isso cabe aos profissionais esclarecem dúvidas e orientá-los quanto aos danos causados pelo tabaco na saúde oral”, ressalta.
Preocupada com a saúde e bem-estar de seus consumidores e com a comprovação dos benefícios de seus produtos junto aos dentistas, a Johnson & Johnson reforça que apoia iniciativas como essa, que tem como intuito esclarecer e reforçar a importância da higiene bucal no Brasil.
Fonte: www.jnjbrasil.com.br

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

CAFEÍNA: VILÃ OU MOCINHA?



Cafeína: vilã ou mocinha?

Não é só no Brasil que o cafezinho é um hábito. Em todo o mundo ele faz parte do dia a dia das pessoas. Seja em casa ou no trabalho, “a hora do café” chega a ter uma função agregadora entre colegas de profissão, família ou amigos que se esbarram e decidem tomar uma xícara de café. É servido em reuniões, para acompanhar um bolo, receber uma visita e há quem pare em qualquer padaria para degustar essa bebida. Entretanto, quando pesquisas começaram a levantar os malefícios do consumo de cafeína, esse ritual passou a ser questionado. Afinal, faz mal ou não?
Primeiramente, vale a pena lembrar que o café não é o “vilão” da história. Em todos os estudos feitos, o foco foi a cafeína, substância que também está presente em chás, mate e, claro, na coca-cola (uma das bebidas mais consumidas no mundo). Além disso, muitos dos malefícios antes atribuídos ao café foram recentemente superados por uma série de estudos que comprovou que a cafeína também é benéfica para a saúde, desde que consumida com moderação, no máximo 500 mg/dia (uma xícara de café expresso contém cerca de 70 mg).
Entre os benefícios, destacam-se, por exemplo, o seu papel de poderoso bronco-dilatador, informação importante para pacientes que sofrem com asma, e sua ação estimulante. Pesquisas também o relacionaram com a prevenção do mal de Parkinson e com o controle do humor. Em 1996, um estudo com 86 mil mulheres feito pela Universidade de Harvard apontou uma relação inversa entre consumo de café e risco de suicídio. Apesar de não serem conclusivos, esses dados sugerem uma ação da bebida no sistema nervoso central, modulando o estado de humor da pessoa. Acredita-se que esse efeito possa ser provocado por uma substância descoberta recentemente no café: o ácido clorogênico. A relação entre cafeína e problemas cardíacos também foi contestada e especialistas afirmam que ela só é prejudicial para indivíduos que já sofrem com problemas cardiovasculares.
Um estudo recente, no entanto, revelou que a ingestão de 200 mg ou mais de cafeína por dia reduziu as concentrações de estradiol livre nas mulheres brancas e aumentou nas asiáticas. O efeito da ingestão da cafeína sobre os níveis de estradiol em mulheres afrodescendentes não foi considerado significativo. Já a ingestão de refrigerantes e chá verde com a substância (cerca de uma xícara de 240 ml) foi associada ao aumento das concentrações de estradiol livre em mulheres de todas as etnias. A longo prazo, essa variação nos níveis do hormônio pode influenciar no aparecimento de doenças, como osteoporose, endometriose e câncer de mama.
Os autores já afirmaram que a pesquisa não é conclusiva e, portanto, serão necessários novos estudos para afirmar essa descoberta. Diante de tantas controversas, vale seguir a dica: consuma, mas com moderação.



quarta-feira, 26 de setembro de 2012

CONDIÇÃO PERIODONTAL DA POPULAÇÃO BRASILEIRA




Seguem algumas perguntas que tentaremos responder ao longo do texto: Quais as idades pesquisadas? Quais os índices utilizados para avaliar a condição periodontal da população brasileira? Há brasileiros sem problemas periodontais? Será que a perda dentária se modificou entre adultos e idosos? Qual a proporção de sextantes excluídos no exame da condição periodontal de adultos e idosos?
Os últimos levantamentos nacionais de saúde bucal estimaram a prevalência, extensão e gravidade da doença periodontal na população de 12, 15 a 19, 35 a 44 e 65 a 74 anos. Para aferir a condição periodontal foram utilizados dois índices preconizados pela Organização Mundial de Saúde: o Índice Periodontal Comunitário – CPI, que verificou a presença de sangramento, cálculo e presença de bolsa periodontal em todas as idades pesquisadas; e o Índice de Perda de Inserção Periodontal – PIP, que mediu a perda de inserção periodontal – de 0 a 12 milímetros ou mais – e que foi aplicado apenas na população adulta e idosa.
Antes de observarmos os resultados, é bom termos em mente que, de uma forma geral, a condição periodontal piora com o aumento da idade. Aos 12 anos e nos adolescentes costuma se manifestar a forma mais leve da doença com presença de cálculo e sangramento, enquanto a forma mais grave com a
presença de bolsa periodontal se manifesta principalmente nos adultos. Já nos idosos a doença reduz sua prevalência devido ao grande número de dentes perdidos, situação comum e que ocorre com frequência nesta faixa etária.
Em 2010, no Brasil, 62,9% das crianças de 12 anos não apresentavam problema periodontal. Para as outras idades, os levantamentos de 2003 e 2010 revelam que o percentual de pessoas sem nenhum problema periodontal na faixa etária de 15 a 19 aumentou de 46,2% para 50,9%; reduziu entre os indivíduos de 35 a 44 anos de idade de 21,9% para 17,8%; e aos 65 a 74 anos de idade passou de 7,9% e para 1,8%.
Ao se avaliar a condição periodontal, na aferição dos escores do CPI ou PIP, quando menos de dois dentes funcionais estão presentes, o sextante não é avaliado e considerado excluído.
Em 2003 e 2010, nas faixas etárias de 35 a 44 anos e 65 a 74 anos, os sextantes excluídos representaram 35,1% e 30,5% dos sextantes dos adultos e 80,84% e 90,1% dos sextantes dos idosos, respectivamente nos anos avaliados.
Os breves resultados apresentados em relação à condição periodontal indicam a necessidade da política de saúde bucal manter o estímulo à universalização da atenção em saúde bucal com acesso aos serviços e ações de promoção, prevenção e reabilitação em todas as idades.
O levantamento evidencia ainda a necessidade de avançarmos nos modelos de atenção em saúde bucal para que interfiram, em médio e longo prazo, na condição periodontal dos brasileiros. Embora a doença periodontal esteja presente em todas as idades pesquisadas, parece prudente atentar para o acesso à atenção em saúde bucal dos adultos e idosos, que por muito tempo não foram priorizados pelos serviços de saúde bucal.
Um dos resultados positivos refere-se à redução de sextantes excluídos nos adultos. Acredita-se que a ampliação do acesso à atenção em saúde bucal, instigada pela Política Nacional de Saúde Bucal possa impactar, em médio e longo prazo, nas futuras gerações. Quem sabe um dia, somando esforços da união, estados, Distrito Federal e municípios brasileiros, teremos idosos com melhores condições periodontais.
Avançar na melhoria da condição periodontal em todas as idades parece um desafio permanente para as Políticas Nacional, Estaduais e Municipais de Saúde Bucal!
Por fim, reitero o convite para consultarem a publicação completa do relatório final da pesquisa nacional no site do Ministério da Saúde:http://189.28.128.100/dab/docs/geral/projeto_sb2010_relatorio_final.pdf.


quarta-feira, 29 de agosto de 2012

HORTELÃ É EFICAZ CONTRA AS BACTÉRIAS DA BOCA


Tratamento fitoterápico
A Mentha spp. - nome científico da hortelã – tem efeito antimicrobiano contra cepas de Candida, principalmente a albicans, uma bactéria comumente encontrado na cavidade bucal.
A conclusão é pesquisadora Iza Teixeira Alves Peixoto, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
No estudo foi analisado o óleo essencial da planta, mas os resultados demonstraram a possibilidade de criação de novas modalidades de tratamento fitoterápico, em particular contra doenças infecciosas por esta espécie, como a candidíase.

                                                            Tipos de hortelã









Foram avaliados ao todo 64 tipos diferentes de hortelã, com espécies de várias regiões brasileiras, assim como de outros países, em busca da concentração inibitória mínima, que é a menor concentração capaz de apresentar efeito antimicrobiano.
Segundo Iza, o óleo essencial da planta não mostrou toxicidade contra células em culturas de células: “Isso sinaliza para uma maior segurança dessas frações como medicamento.”
Algumas espécies de hortelã demonstraram também atividade antimicrobiana contra biofilmes de C. albicans - o principal fator etiológico da candidose – encontrados sobretudo na superfície de próteses removíveis.
O extrato de hortelã age contra esses microrganismos, seja inativando-os ou matando-os graças ao seu “efeito fungicida”.

Candidíase
A candidíase ou candidose é uma infecção comum no homem, sendo causada por espécies de Candida, juntamente com a imunodeficiência do hospedeiro.
Por ser um microrganismo comensal, entre 30% e 50% das pessoas simplesmente o possuem em sua cavidade bucal sem evidência clínica de infecção.
“Como faz parte do organismo, é chamado de fungo patogênico oportunista, respondendo por cerca de 80% das infecções fúngicas hospitalares documentadas até hoje”, explica pesquisadora.
Como resultado dessa infecção complexa entre hospedeiro e microrganismo, essa doença é capaz de variar desde o leve envolvimento da superfície mucosa, notada na maioria dos pacientes, a uma doença fatal, de maneira disseminada nos gravemente imunodeprimidos.
A candidose também pode ser observada agregada a válvulas cardíacas e cateteres.

Produtos naturais
Produtos naturais, como a hortelã, que gera um dos óleos essenciais mais consumidos no mundo, podem originar novas modalidades de tratamento.
Várias espécies têm sido analisadas quanto a suas diferenças metabólicas, composições químicas, propriedades antibacterianas, antifúngicas e antivirais. Estão sendo conduzidas pesquisas atualmente para avaliação biológica de suas propriedades medicinais no combate a vários tipos de doenças.
A pesquisadora ressalta o valor de selecionar o acesso da Mentha spp. não apenas com a função de melhorar o odor ou o seu sabor, mas também para aplicações antimicrobianas.
“As indústrias poderão escolher o acesso mais adequado à sua produção, ou seja, aquele que produz o óleo de melhor rendimento, melhor atividade antimicrobiana, numa baixa concentração e que não seja tóxica aos tecidos humanos. Os dados da presente pesquisa, aliás, desvelam novas perspectivas para melhoramento genético”, salienta.



segunda-feira, 27 de agosto de 2012

TESTE DA SALIVA PODE EVITAR VÁRIAS DOENÇAS


Pouca gente sabe, mas os dentistas podem fazer um exame que previne uma série de doenças. 

O dentista sempre examina os dentes, a gengiva, mas raramente se preocupa com a saliva do paciente. A maioria das pessoas nem sabe que existe um exame de saliva, que é simples, rápido e importante.

A coleta da saliva é feita na cadeira do dentista mesmo. O resultado diz muito sobre a saúde do paciente; indica se ele tem predisposição para desenvolver várias doenças.

Saliva grossa demais, por exemplo, costuma favorecer a proliferação de bactérias que causam gastrite. Pessoas com a saliva grossa também têm mais propensão a ter mau hálito. Já a saliva fina pode provocar rouquidão, aftas e infecções recorrentes da garganta. A falta de saliva é outro problema comum e pode causar ardência na boca, sapinho, e faringite.

“A primeira linha de defesa da boca é a saliva. Nela nós temos substancias que ajudam na defesa local e sistêmica”, explica a dentista Denise Pinheiro da Rocha, pesquisadora da Universidade de Brasília. Um levantamento feito por ela confirma que o exame não é rotina nos consultórios da rede pública nem nos particulares. Foram ouvidos dentistas do país inteiro, e apenas 7% deles responderam que  que costumam fazer o teste. 

“O profissional que faz o exame da saliva vai fazer um diagnóstico precoce desses problemas e melhorar e muito a qualidade de vida do paciente”, explica a pesquisadora. “Com relação ao serviço público de saúde, também poderia representar uma economia para o país".

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

EXAME DE SALIVA " TESTE DE FLUXO SALIVAR" AJUDA A REDUZIR PERDA DE DENTES



Exame da saliva ajuda a prevenir perda de dentes

Alteração no fluido pode ser sinal de doença, mas dentistas ignoram avaliação
Prestar atenção na saliva ajuda a melhorar a qualidade de vida já que o fluido pode revelar alterações no organismo. No entanto, estudo coordenado pela dentista Denise Falcão, do Departamento de Odontologia da Universidade de Brasília (UnB), diz que apenas 7% dos dentistas costumam fazer o exame, que é simples. E pelo menos 69% dos profissionais entrevistados disseram não ter assistido à aula sobre saliva em cursos de especialização e/ou mestrado.
A saliva desempenha funções no equilíbrio da orofaringe. A falta desse fluido torna o pH bucal ácido e favorece a cárie.
Além disso, a saliva contém uma substância que estimula a cicatrização da mucosa bucal e do esôfago. Portanto, sua deficiência predispõe a esofagites e aftas.
— Em outro estudo na UnB, vimos que a pessoa com saliva viscosa tem mais chances de sofrer mau hálito. Verificamos que portadores de doença periodontal costumam apresentar pH alcalino e saliva viscosa — disse Denise. — Não há como estabelecer relação de causa/efeito, mas as alterações dos padrões da saliva são indicadores de riscos para doenças.
Ela cita, por exemplo, a doença autoimune síndrome de Sjögren, que se caracteriza pela redução de saliva e lágrimas, entre outros sintomas. Geralmente é diagnosticada após anos, o que compromete muito a saúde. Entretanto, se o exame da saliva fosse feito rotineiramente, a doença seria detectada precocemente.
— Outro exemplo é que a saliva muito fluida e/ou a falta de saliva pode ser uma das causas de ardência bucal, situação muito comum principalmente nas mulheres na pós-menopausa, e isso costuma causa depressão. Mudança na coloração pode indicar descamação excessiva da mucosa, inflamações e infecções — alerta Denise.
Até mesmo o sono é ruim quando há pouca saliva. Isso porque a pessoa tende a se levantar com freqüência para beber água.
Outros problemas são a maior chance de ter aftas e outras lesões em mucosa da boca; menor fixação de restaurações dentárias, alteração de paladar e até dificuldade para falar. Segundo Denise, o teste — mostra a quantidade, a cor, a viscosidade e o pH — dura 30 minutos e deve ser feito uma vez ao ano, ou a critério do dentista. A coleta e a seqüência de avaliação deverá ser repetida em um outro dia e no mesmo horário para verificar a média dos valores.
— Carregada de imunoglobulinas ou anticorpos, a saliva tem participação decisiva em algumas doenças — diz o dentista Luciano Oliveira. — Embora seja um bom método auxiliar de diagnóstico, é pouco difundido em consultórios.
A dentista Flávia Rabello afirma que o aumento da produção de saliva, quando necessário, poderá ser conseguido com técnicas para estimulação e uso de medicamentos.
Há ainda a possibilidade de receitar substitutos desse fluido.
Outro estudo na UnB investiga a possibilidade de usar células-tronco na regeneração de tecidos com infecções bacterianas.
E cientistas do King’s College, de Londres, tentam produzir dentes a partir de células-tronco e realizaram pesquisas em camundongos. As células seriam programadas para se transformar em dentes e depois transplantadas para a mandíbula.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

GRIPE A: UM ASSUNTO ATUAL




Gripe A: um assunto atual

Influenza é o nome científico do vírus da gripe. É uma infecção viral aguda que afeta o sistema respiratório.

Até o mês junho, mais de 16 milhões de brasileiros foram vacinados, o equivalente a 65,5% da meta da campanha, que pretende atingir 24,2 milhões de pessoas com mais de 60 anos, trabalhadores da saúde, crianças que tenham entre seis meses de vida e dois anos, além de gestantes e indígenas. Dos que já receberam a vacina, os idosos são maioria (10,7 milhões).
A dose trivalente imuniza contra gripes sazonais e a influenza A (H1N1), popularmente conhecida como “gripe suína”. A mesma vacina também pode ser encontrada em laboratórios particulares, onde podem recorrer as pessoas fora do grupo priorizado pela campanha. Nestes locais, a vacina pode ter grande variação de preço, de R$ 50 a R$ 120,00.

Contra quais gripes a vacina protege?Para 2012, a vacina influenza é trivalente. Isto é, composta por três vírus inativados: vírus similar ao vírus influenza A (H1N1), vírus similar ao vírus influenza A (H3N2) e vírus similar ao vírus influenza B/Brisbane. Ela protege contra as formas mais comuns da gripe nesta temporada e contra o vírus da gripe A (conhecida popularmente como “gripe suína”).

O que é influenza?A “influenza” é o nome científico do vírus da gripe. É uma infecção viral aguda que afeta o sistema respiratório. É de alta transmissão, com tendência a se disseminar facilmente em epidemias sazonais, comuns no outono e inverno.

Gripe e resfriado é a mesma coisa?Não. A gripe é uma doença grave, contagiosa, causada pelos vírus Influenza (tipos A, B e C). O resfriado é menos agressivo e de menor duração, causado pelo Rhinovírus (com seus vários tipos), sendo que a transmissão entre as pessoas se dá por meio das vias respiratórias.
Os sintomas da gripe muitas vezes são semelhantes aos do resfriado, que se caracterizam pelo comprometimento das vias aéreas superiores, congestão nasal, coriza, tosse, rouquidão, febre variável, mal-estar, dor no corpo e na cabeça. Mas, enquanto a gripe deixa a pessoa de cama, geralmente o resfriado não passa de tosse e coriza. A vacina não protege contra resfriados.

Quais são os meios de transmissão dos vírus da gripe e do resfriado?A transmissão ocorre quando as secreções das vias respiratórias de uma pessoa contaminada são transmitidas para outra por meio da fala, da tosse, do espirro ou pelo toque, levando o agente infeccioso direto à boca, olhos e nariz do receptor.

A vacina tem alguma contraindicação?
A vacina não é recomendada para quem tem alergia à proteína do ovo, isto é, entre aqueles que já apresentaram forte reação alérgica pelo menos duas horas depois de comer ovo.
Esse tipo de alergia é bastante raro. A vacina também é contraindicada para quem já teve reações adversas às doses anteriores a um dos componentes da vacina. Nestas situações, recomenda-se passar por avaliação médica para saber se pode ou não tomar a vacina.

Posso ficar gripado (a) depois de me vacinar?Não, isso é um mito. A vacina contra a influenza contém vírus mortos ou apenas pedaços dele que não conseguem causar gripe.
Na época em que a vacina é aplicada, circulam diversos vírus respiratórios diferentes, que podem não ser o da gripe em questão, e as pessoas podem acabar infectadas por não estarem ainda imunizadas.
A pessoa pode também pegar um resfriado, já que a vacina não protege contra resfriados.

Quanto tempo leva para a vacina fazer efeito?
Em adultos saudáveis, a detecção de anticorpos protetores se dá entre duas a três semanas após a vacinação e apresenta, geralmente, duração de seis a 12 meses.

Fora do período da campanha é possível me vacinar?
Sim, mas a vacinação não poderá ser feita pelo SUS. Após a campanha só serão vacinadas a população prisional e pessoas que apresentem condições clínicas específicas.

Pessoas com doenças crônicas podem se vacinar?
Sim, mas com apresentação de receita médica. Em alguns casos, como os de pacientes com doenças neurológicas, é aconselhável a busca de avaliação médica antes de efetuar a vacinação.

Quanto tempo após a vacinação eu posso doar sangue?
O doador de sangue fica inapto para fazer a doação pelo período de um mês, a partir da data que foi vacinado contra a Influenza. Depois do prazo, pode fazê-la.

Fonte: www.odontomagazine.com.br