terça-feira, 25 de junho de 2013



AFTAS... NOVAMENTE

As úlceras aftosas surgem na mucosa bucal como pequenas lesões vermelhas que rapidamente se transformam em úlceras cobertas com uma membrana amarela- acinzentada e nesta fase se tornam também dolorosas.


As aftas, geralmente, duram em torno de 7 a 14 dias e vão desaparecendo gradativamente, dependendo do fator que desencadeou a lesão.
As aftas são mais freqüentes em pessoas na faixa de 20 anos.
Não se sabe muito bem a origem dessas lesões, porém inúmeros fatores tem sido sugeridos, como traumas (próteses mal adaptadas, que machucam a mucosa, mordida de lábios, língua e bochechas), infecções bacterianas, alterações hormonais, ingestão de alimentos ácidos e ou cítricos, problemas estomacais, distúrbios psicológicos, diminuição de respostas de defesa do organismo, deficiências nutricionais, entre outros.

O tratamento das úlceras aftosas geralmente consiste em aplicação tópica de pomadas antiinflamatórias e antimicrobianas além de bochechos diários com soluções anti-sépticas. Atualmente, também tem se usado, com bastante sucesso, uma terapia com laser de baixa potência, que acelera as respostas do organismo frente à lesão e reduz o tempo de duração das aftas, diminuindo também as sensações de dor. Essa terapia é feita em média de 2 a 4 sessões, com intervalos de 24 horas entre elas.


segunda-feira, 17 de junho de 2013


VOCÊ SABE LAVAR SUAS MÃOS?

Estudo mostra que 95% das pessoas não conseguem e, por isso, estão expostas a doenças



Bom hábito previne gripes, conjuntivites, diarreias e várias infecções
Foto:  Banco de imagens

Rio - Quinze segundos: este é o tempo necessário para lavar direito as mãos e evitar doenças como gripe, diarreia e infecções. Estudo da Universidade Estadual de Michigan, nos Estados Unidos, aponta que 95% das pessoas não realiza a tarefa da forma adequada. Para evitar que a falta de higiene contamine os brasileiros, profissionais da saúde também alertam para a importância de manter as mãos limpas.
Publicado essa semana na revista científica ‘Journal of Environmental Health’, o estudo analisou o comportamento de 3.479 pessoas depois de utilizarem o banheiro em locais públicos. Delas, 33% não usaram sabão e 10% sequer molharam as mãos após deixarem a cabine. 
De acordo com Alexandre Chieppe, superintendente de Vigilância Epidemiológica e Ambiental da Secretaria de Estado de Saúde, entre as doenças mais comuns ligadas à falta de higiene das mãos estão gripe, conjuntivites viral e bacteriana, diarreia, infecções e parasitas intestinais. 
“Alguns microorganismos podem permanecer nas mãos por até 24 horas, por isso é importante lavá-las bem antes de colocá-las em contato com a boca, o nariz e os olhos”. 
Já a infectologista Letícia Janotti, do Hospital São Francisco de Assis, afirma que “lavar as mãos é a forma mais eficiente de evitar doenças infecto-contagiosas”. Segundo a médica, mesmo que não apresente sintomas, o indivíduo que não lava as mãos pode transportar germes e vírus capazes de infectar outras pessoas.
Por isso, para manter as mãos e a consciência limpas, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomenda lavar mãos e pulsos, esfregando muito bem por um tempo de 15 a 30 segundos.
ORIENTAÇÕES
ANTES DE LAVAR
Retire acessórios como anéis, pulseiras e relógios, que carregam sujeira e dificultam a higienização correta da pele.
ENSABOANDO
Com 5 ml de sabão, faça movimentos circulares esfregando as palmas e o dorso das mãos. Não se esqueça limpar o espaço entre os dedos, os punhos e polegares.
SECAGEM
Utilize papel toalha descartável para secar as mãos e para fechar torneiras manuais. 

terça-feira, 11 de junho de 2013

SAÚDE BUCAL DURANTE A GRAVIDEZ


Dentista alerta sobre os cuidados com a saúde bucal durante a gravidez. Dr. Anderson Bernal mostra o que é necessário nesse período.

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Durante a gravidez, a futura mãe precisa redobrar os cuidados com a saúde bucal. Problemas na gengiva e um maior aparecimento de cáries influenciam na gestação. Pesquisas confirmam que doenças gengivais são responsáveis por aumentar os fluidos biológicos que antecipam o trabalho de parto.
Segundo o dentista Anderson Bernal, as mudanças também ocorrem devido a uma série de alterações físicas e hormonais no corpo da gestante e no período pós-parto.
Para evitar inflamações como a gengivite gravídica, comum nesse período, a gestante precise ser cautelosa em sua limpeza dentária diária. “Redobrar a atenção durante a escovação e sempre passar o fio dental após cada refeição são os cuidados primordiais”, diz o dentista. Além disso, o especialista ainda recomenda um acompanhamento detalhado com um profissional de confiança durante toda gravidez.
“O acompanhamento também é muito importante para a avaliação da placa bacteriana. Para evitar os problemas na gengiva, a gestante deve ingerir um número maior de alimentos integrais e fibrosos”, recomenda o especialista.


terça-feira, 4 de junho de 2013

BRUXISMO E QUALIDADE DE VIDA


Como aumentar a qualidade de vida de quem convive com o problema.

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Comum em cerca de 15% das pessoas, o bruxismo é o hábito de ranger ou apertar os dentes durante a noite, que gera dores e desconforto para quem sofre com o problema.
As principais causas do bruxismo estão relacionadas ao estresse emocional e físico e ao fechamento inadequado da boca. Com incidência maior em mulheres que em homens e sem relação direta com a faixa etária, sua frequência e severidade estão altamente associadas aos níveis de ansiedade.
As fortes dores de cabeça, podendo atingir também o rosto, o pescoço, o ouvido e os ombros e o desgaste anormal dos dentes e de seu esmalte, podendo provocar quebra e fissuras em alguns casos, são danos causados pelo bruxismo. Os distúrbios da articulação mandibular, que pode apresentar estalos, travamento, restringir a abertura da boca e desviar para o lado ao abrir e fechar, também podem ser consequências do bruxismo.
Por ser um problema de origem emocional, o tratamento ideal para o bruxismo seria o combate aos estados tensionais, estressantes ou ansiosos que o produzem, buscando redução do estresse com tratamento especializado. Para reduzir o desgaste dos dentes e as dores craniofaciais de forma mais imediata, geralmente os dentistas optam por placas interoclusais para uso durante a noite.
O Bruxogard é um aparelho australiano pré-fabricado que propõe um tratamento simples e confortável, com adaptação direta na boca e confeccionado em um material semiflexível. O Bruxogard elimina efetivamente os danos causados pelo bruxismo ao criar uma barreira entre os dentes e ao reduzir a tensão nos músculos.


Mais informações podem ser obtidas por meio do telefone 0800 510 3001.

terça-feira, 28 de maio de 2013

SAÚDE BUCAL DO TRABALHADOR



A coluna do Dr. Marcos Renato dos Santos apresenta a Odontologia do Trabalho e os custos do absenteísmo para as organizações.

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O projeto de lei – PL 422/2007 que insere a Odontologia do Trabalho nas empresas e se “arrasta” nas Comissões da Câmara dos Deputados e, posteriormente, terá que passar pelo crivo do Senado Federal completa seis anos de tramitação sob o olhar no, mínimo, “desatento” dos parlamentares e autoridades.
A falta de entendimento da redação do PL, bem como a pressão da bancada que defende os interesses financeiros das grandes empresas, deixa a classe trabalhadora mutilada, ou seja, a cavidade bucal continua não fazendo parte da saúde do trabalhador brasileiro.
A falta de uma visão holística da saúde, que trate o ser humano de forma integral, gera consequências graves e atinge diretamente a qualidade de vida do trabalhador, o desempenho das empresas e da economia como um todo.
Vamos traçar a seguir, algumas considerações sobre o absenteísmo e suas consequências para os trabalhadores, empresas e sociedade, demonstrando a importância da Odontologia do Trabalho e dos programas de promoção de saúde e qualidade de vida nas empresas.
O índice de absenteísmo tem como objetivo controlar as ausências nos momentos em que os trabalhadores deveriam estar em seu tempo programado de jornada de trabalho. O conceito pode ser mais bem compreendido pelo somatório dos períodos em que os empregados de determinada empresa ausentam-se do trabalho, incluindo atrasos, dentro de sua jornada normal.
A falta de capacidade para planejar estas ausências inesperadas tem obrigado as empresas a contratar trabalhadores temporários de última hora ou pagar horas extraordinárias aos seus trabalhadores regulares, para cobrir os déficits de pessoal, exigindo inclusive, por vezes, a contratação de excedente de pessoal regulamentar para suprir preventivamente as faltas não programadas no local de trabalho. Estas medidas geram alto custo para as empresas.
Abaixo, enumeramos os principais custos associados com o absenteísmo:
  • Perda de produtividade do trabalhador ausente.
  • Horas extras para outros empregados.
  • Diminuição da produtividade total dos empregados.
  • Custos incorridos para garantir ajuda temporária, possível perda de negócios e/ou clientes insatisfeitos.
As organizações precisam criar dados estatísticos sólidos em relação ao absenteísmo para poder instituir estratégias específicas de redução e necessitam quantificar o quanto dele se origina pela ocorrência de patologias e determinar as causas de outra natureza. Quanto às causas decorrentes de doença deve-se identificar se são decorrentes da atividade laboral ou não. As que forem atribuídas à atividade laboral devem ser minuciosamente investigadas para evitar o adoecimento coletivo dos empregados que labutam nas mesmas condições.
Quando menos se espera, surgem casos em nossa clínica de trabalhadores que sofrem acidentes e acabam mutilando seus dentes. Tal fato é mais comum do que se imagina. Por falta de atenção, orientação e cuidado, estes colaboradores se acidentam e tem como sequela a fratura ou luxação de um elemento dentário, causada por objetos dos mais diferentes tipos que se possa imaginar.
Os ferimentos, além de atingirem os elementos dentários, muitas vezes se estendem pelos lábios, tanto nos maxilares superior quanto no inferior, podendo tanto atingir os tecidos duros quanto os tecidos moles, sendo necessária a intervenção multidisciplinar para sanar o problema.
É mais comum do que se imagina o trabalhador efetuar um ofício sem o devido uso do EPI (Equipamento de Proteção Individual) e nos casos citados anteriormente, recomenda-se o uso de um protetor facial que seja capaz de absorver os impactos ou parte significativa deles para que não venham afetar, de forma traumática, a face e seus anexos, principalmente os dentes.
O caso relatado a seguir aconteceu recentemente. Um mecânico que trabalha no setor de máquinas pesadas estava fazendo uso de uma chave de boca comprida e pesada para poder remover um parafuso de uma máquina agrícola e teve o incisivo central (11) fraturado (classe IV) e com exposição pulpar. Quantos casos como este ou similares acontecem nas empresas? Quais as repercussões que trazem ao ambiente produtivo e laboral? Quais são os principais fatores que levam ao absenteísmo por causas bucais, e que custos representam para a organização? Que consequências acarretam na qualidade de vida dos trabalhadores?
Sabemos que a Odontologia do Trabalho é a especialidade da Odontologia que pode nos trazer respostas precisas a estas e outras questões pertinentes.
A implantação da Odontologia do Trabalho nas empresas a cargo do cirurgião-dentista do trabalho, bem como a implantação do Programa de Monitoramento e Promoção de Saúde Bucal com a plenitude das atribuições – que são descritas no Art. 3° da Resolução CFO 25/2002, complementa a atuação dos demais profissionais descritas na NR4 (Médico do Trabalho, Engenheiro de Segurança do Trabalho, Enfermeiro do Trabalho e Técnico de Segurança do Trabalho) e constitui um papel fundamental para o retorno financeiro de programas de promoção da saúde e qualidade de vida nas empresas.
Odontologia do Trabalho é investimento, garantia de retorno financeiro, por meio do aumento da produtividade proporcionado pela melhoria da qualidade de vida e a diminuição do absenteísmo nas organizações.
Pensem nisso!
 Artigo  de Marcos Renato dos Santos
Especialista em Odontologia do Trabalho. Presidente da Associação Brasileira de Odontologia do Trabalho, seccional Mato Grosso – ABOT-MT

sexta-feira, 17 de maio de 2013

SAÚDE DA MULHER



Comprovadamente, as mulheres são mais preocupadas com a saúde bucal do que os homens, e visitam com mais frequência a cadeira do dentista.

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Estes dados estão na pesquisa realizada pelo Centers for Disease Control and Prevention (CDC) e publicada no Journal of Peridontology, em 2011, que contou com 800 participantes.
Por conta disso, as mulheres possuem menor incidência de placa dental, cálculo e sangramento durante sondagem, fatores que podem ser usados como marcadores de doenças periodontais.
Mas o que leva as mulheres a se preocuparem mais com os dentes do que os homens? A explicação pode estar em outro dado estatístico. De acordo com a Academia Americana de Periodontia, 74% das mulheres ficariam envergonhadas por um dente faltando, em comparação com 57% dos homens. O que significa que a vaidade feminina é um grande fator que colabora para a saúde bucal.
Dessa forma, ter dentes bonitos, saudáveis e sem falhas é fundamental para manter a maioria das mulheres feliz com o espelho, e mostram que os tratamentos que elas mais procuram são os estéticos. E para isso, de acordo com a presidente da AORP – Associação Odontológica de Ribeirão Preto, Dra. Renata Fronzaglia Lollato, há uma disposição maior nas mulheres para enfrentar o tratamento odontológico e suas implicações.
Segundo a dentista, entre os tratamentos odontológicos estéticos mais procurados pelas mulheres estão: clareamento dental, implantes, facetas e restaurações estéticas, ortodontia e ortopedia funcional. “Entretanto, apesar do tratamento estético ser o mais requisitado, muitas mulheres também procuram pela reabilitação funcional, em busca de um melhor conforto mastigatório”, acrescenta Dra. Renata.
“Vale ressaltar ainda que essa preocupação com a estética e saúde é mais nítida na mulher de uma forma geral e na Odontologia não é diferente. As mulheres procuram fazer manutenção de maneira mais frequente e tem mais consciência do que devem fazer”, salienta a dentista.

Fonte: AORP

sexta-feira, 10 de maio de 2013

RESPIRAÇÃO E ODONTOLOGIA




Respirar só pela boca pode comprometer os dentes.

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Alergias, sinusite, rinite, desvio de septo, problemas respiratórios podem causar obstrução das vias aéreas superiores e levar algumas pessoas a adotar a respiração ‘pela boca’. Geralmente, esse comportamento vem da infância e pode ter desdobramentos na saúde oral do paciente, resultando em um desenvolvimento anormal da face e da arcada dentária, sorriso gengival, dentes tortos e gengivite.
Na opinião do doutor Luciano da Silva Carvalho, da Escola de Aperfeiçoamento Profissional da APCD (Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas), os pais devem prestar atenção na reincidência de doenças respiratórias que acometem seus filhos e na forma como estão respirando – principalmente durante o sono. “É importante reparar se a criança tem alguma dificuldade em permanecer com os lábios fechados, se emite sons pelo nariz enquanto dorme, ou, ainda, se dorme com a boquinha aberta. Caso as crises respiratórias sejam muito frequentes, é necessário um acompanhamento mais cuidadoso tanto por parte de um médico, quanto de um ortodontista, já que isto poderá comprometer o desenvolvimento de importantes estruturas ósseas da face e das arcadas dentárias.”
De acordo com o especialista, o crescimento ideal do rosto das crianças é bastante influenciado por uma boa respiração nasal. “Quando o problema não é tratado desde o início, o rosto pode crescer fino e alongado. Muitos tratamentos cirúrgicos podem ser evitados com um adequado acompanhamento ortodôntico e a utilização de aparelhos que estimulem o crescimento facial e ampliem os seios nasais, favorecendo a respiração. Notamos, também, que o tratamento para a respiração bucal melhora significativamente a qualidade de vida do paciente e seu comportamento, sua autoestima, seu nível de energia e até mesmo o desempenho escolar”.
O cirurgião-dentista alerta para as crises respiratórias que se acentuam nesta época do ano, por conta da variação de temperatura, e se estendem até a primavera. Carvalho faz outro alerta: “Crianças com problemas respiratórios, sejam temporários ou crônicos, devem evitar ambientes que favoreçam a proliferação de ácaros e fungos, além de pelos de animais, poeira e pó, ou mesmo alguns tipos de alimentos. Casos de alterações estruturais, como os desvios de septo, também devem ser tratados o quanto antes com médicos especialistas (otorrinolaringologistas)”.