sábado, 9 de junho de 2012

A ODONTOLOGIA E O USO RACIONAL DOS MECICAMENTOS

 

O conselheiro do Conselho Federal de Odontologia, Samir Najjar, fez parte da 1ª Reunião da Comissão Organizadora do IV Congresso Brasileiro sobre o Uso Racional de Medicamentos, no Ministério da Saúde, em Brasília.
Sob o tema “Incorporando o Uso Racional de Medicamentos no Contexto da Atenção à Saúde”, o Centro de Convenções de Salvador (BA) sediará, de 12 a 15 de agosto de 2012, o IV Congresso, que será conduzido por palestras, oficinas, mesas redondas e avaliação de trabalhos científicos ligados ao tema.
Durante a reunião, presidida por Jorge Cavalcante de Oliveira (DAF /SCTIE/MS), a Comissão definiu a grade científica do Congresso e a programação para os quatro dias de Evento. “O IV Congresso está sendo desenhado para receber três mil pessoas, entre profissionais da área da saúde e estudantes que tenham interesse em saber mais sobre o tema”, explica Oliveira.
A Comissão também debateu sobre o desejo de agregar a entrega do Prêmio Nacional de Incentivo à Promoção do Uso Racional de Medicamentos durante o IV Congresso. Serão premiados profissionais nos serviços de saúde e entidades/instituições de todo o Brasil, em contemplação às seis categorias do Prêmio: I) experiência bem sucedida de profissionais nos serviços de saúde; II) tese de doutorado; III) dissertação de mestrado; IV) monografia de especialização e/ou residência; V) trabalho em nível de graduação; e VI) trabalho desenvolvido em: entidades/instituições; meios de comunicação; e no âmbito da cultura.
Já os trabalhos científicos do IV Congresso Brasileiro sobre o Uso Racional de Medicamentos estarão com inscrições abertas até o dia 08 de junho. A avaliação pela Comissão Científica será efetivada nos dias 27 e 28 de junho, e a divulgação da avaliação será feita no dia 07 de julho.
Em breve, será construído um site para garantir a inscrição dos profissionais interessados, bem como, a divulgação completa do IV Congresso Brasileiro 
sobre o Uso Racional de Medicamentos.
Postado por Comissão de Medicina Oral e Odontologia Hospitalar do CRO-RN no Medicina Oral e Odontologia Hospitalar em 3/14/2012
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terça-feira, 5 de junho de 2012

8 DICAS PARA COMBATER O MAL HÁLITO


O mau hálito é um dos problemas de saúde bucal mais desagradáveis. Tanto para quem sofre desse mal quanto para quem convive com alguém com o problema. Mas há solução. Confira a seguir oito dicas simples para combatê-lo, segundo o cirurgião dentista Flávio Luposeli, especialista em estética do sorriso:
1. Beba água. Além de vários outros benefícios, a água ajuda a evitar o mau hálito já que, em muitos casos, este é causado pela boca estar seca ou com pouca saliva. É por isso, inclusive, que o hálito não costuma estar assim tão "fresco" quando acordamos.
2. Escove os dentes. Não se esqueça de escovar os dentes sempre após as refeições e, também, antes de dormir (já que é no período da noite que as bactérias têm mais tempo para agir).
3. Não pule o fio dental. O gosto ruim na boca pode vir, muitas vezes, da sujeira acumulada entre os dentes ou do próprio tártaro. Passe fio dental ao menos uma vez ao dia (ou mais, dependendo do que o seu dentista recomendar).
4. Escove a língua. Escovou os dentes e passou fio dental? Calma - a higiene bucal não está completa ainda. Para fechar bem, você deve também gentilmente escovar a língua (pode com a escova e pasta de dentes mesmo), para retirar acúmulos de comida que ficam na superfície dela e retirar uma camada de bactérias que pode se concentrar nela.
5. Cuide da alimentação. Dietas radicais que cortam carboidratos totalmente tendem a causar mau hálito - reconsidere e tente ao menos comer uma fatiazinha de pão ao dia. Além disso, há certos alimentos como maçã, cenouras e pepino que, quando comidos crus, "raspam" os dentes e funcionam como ajudantes do fio dental.
6. A boca não é a única suspeita. Em alguns casos, o problema pode ser mais embaixo, literalmente. O esôfago ou estômago podem ser a causa, em especial em casos de refluxo ou gastrite. Na dúvida, comece o diagnóstico num dentista, mas não descarte uma ida a um clínico geral ou gastroenterologista se as coisas não estiverem melhorando.
7. Evite café. O café pode criar uma espécie de "cobertura" na sua língua, o que evita a oxigenação e ajuda na proliferação de bactérias (as maiores culpadas pelo mau hálito). Que tal trocar por chá?
8. Masque chiclete (sem açúcar). A ajuda não vem (só) do sabor artificial do chiclete, mas sim do aumento de produção de saliva. Como a boca seca é uma das principais causas do mau hálito, mantê-la úmida ajuda a reduzi-lo na maioria dos casos.

PROTEJA SEUS DENTES EM CASO DE QUEDA


Acidentes podem acontecer e quem já não ouviu ou presenciou uma queda envolvendo a face, os lábios e os dentes.  Antes de tudo, é importante saber que o dente é classificado tecnicamente como um órgão, assim como o cérebro, o coração, os olhos, e assim sendo, deve-se tomar algumas precauções para mantê-los sempre em perfeitas condições para que possa exercer suas funções: mastigação, comunicação e beleza. E como diz o ditado: Os dentes são o cartão de visita da pessoa.

De uma forma bem simples e genérica, os traumas dentários são classificados em:

Luxação Intrusiva:
quando ocorre a intrusão do dente para o interior do osso, ou então popularmente dizendo "o dente enterrou no osso".

Luxação lateral:
situação em que o dente "vira" para frente ou para trás.

Luxação extrusiva ou avulsão: é aquela quando o dente sai da boca.

Existem ainda mais sub-classificações técnicas, porém as acima citadas são as principais e de fácil entendimento. 
A luxação intrusiva ( quando o dente "enterra" no osso) é a mais fácil de ser tratada e com melhor prognóstico. Quando ocorrer um acidente e você observar que o dente entrou para o interior da gengiva e osso, ficando somente uma parte dele aparecendo, o indicado é fazer NADA. É isso mesmo! O próprio organismo vai fazer com que o dente volte a posição natural, mas é muito importante que seja acompanhado por um dentista.

A segunda situação, luxação lateral (quando o dente "entorta"), é importante que a pessoa socorrendo o acidentado coloque-o sentado contra a parede encostando a cabeça. E, de forma bem simples, mas firme, da mesma forma que se impunha uma caneta ao escrever, deve ser posicionado o dente deslocado na posição original de acordo com os dentes do lado. Ou seja, num único movimento, forte e firme colocar o dente deslocado na posição semelhante ao dente do lado.

Mas, e a dor? Bem, imediatamente após uma queda, o organismo libera uma série de elementos químicos na corrente sangüínea que, seja qual for o ferimento, o limiar de dor é suportável. Mas, desde que este procedimento de colocar o dente na posição seja feito minutos após o acidente.

Situações de escurecimento do dente, rompimento do nervo e cortes na gengiva são conseqüências que podem ser tratadas com muito sucesso pelo seu dentista. No entanto, após essa manobra de emergência, o paciente deverá ser levado à um hospital que tenha um serviço de cirurgia e traumatologia buco maxilo facial para dar seqüência ao tratamento emergencial. 
No último tipo de acidente, luxação extrusiva ou avulsão dental (quando o dente sai da boca), o paciente deve ser socorrido de forma imediata, ou seja, quando o dente sair da boca ou do lugar dele no osso, deve ser imediatamente colocado no seu devido lugar.

Embora muitas vezes o dente esteja sujo, jamais deverá ser esfregado ou lavado em água corrente (água da torneira)! Para limpeza, caso esteja muito sujo, deve ser utilizado a saliva do próprio paciente ou soro fisiológico (mas nem sempre se tem esse produto naquele momento).

Mas, e se não for possível colocar o dente no lugar? Muito simples, pegue um copo e deixe escorrer saliva e sangue neste recipiente o suficiente para que o dente esteja recoberto. E assim, leve o paciente para o hospital que tenha o especialista citado acima. Muitos profissionais recomendam, também, utilizar leite como meio de transporte e acondicionamento dos dentes que saíram, porém somente leite de vaca fresco seria o mais indicado.

Na verdade, muito se diz e muito se escreve sobre o assunto. O fato é que uma vez perdido um dente da frente, todo um sorriso ou autoestima ficam comprometidos quando não são executados os primeiros socorros adequadamente e o tratamento odontológico seguinte ser abordado de forma empírica e inadequada.
Essas condutas simples são as mais eficazes para que o paciente acometido por este tipo de trauma possa ter de volta seus dentes saudáveis, seguros e belos.

Fonte: MSN - Minha Vida


SAIBA TUDO SOBRE HALITOSE

Segundo pesquisa realizada pelo Prof. Daniel Van Steemberg (1999), juntamente com uma equipe de gastroenterologistas, otorrinolaringologistas, psiquiatras e periodontistas da Universidade de Leuven/Bélgica, 87% das causas da halitose são de ordem bucal - sendo que 32% estão relacionadas a problemas periodontais.

Os pacientes portadores de halitose buscam o tratamento odontológico na expectativa de resolver o seu problema de mau hálito, porém muitas vezes o constrangimento o impede de dizer ao dentista o verdadeiro motivo de sua consulta. Somente com a realização de uma criteriosa anamnese é que o profissional propiciará condições para que o paciente sinta-se à vontade para relatar o problema.

As conseqüências emocionais da halitose são fatores que devem ser considerados, pois verifica-se que o portador da halitose está, com freqüência, emocionalmente abalado.

O mau hálito altera o padrão de comportamento na sua vida social, familiar e de trabalho, levando o paciente a apresentar uma tendência ao isolamento e distanciamento das pessoas queridas.

O medo de ferir aqueles que o cerca com o seu mau hálito é um fantasma constante em suas atividades, afetando drasticamente sua qualidade de vida. Durante a anamnese, deve-se abordar questões relacionadas à história médica, odontológica, hábitos alimentares e sociais do paciente, etc.

A halitose é de origem multifatorial e geralmente está relacionada a fatores sistêmicos, psicogênicos e bucais. Sabe-se hoje que a Gastrite e a Úlcera, que tanta culpa levaram pelas alterações dos odores bucais, foram vítimas de uma grande injustiça!
Com base em diversas pesquisas pode-se afirmar que apenas 1% das causas da Halitose está associada a problemas gástricos. Para o atendimento do paciente portador de halitose, deve-se dispor não só de recursos científicos e tecnológicos (halímetro, etc), mas principalmente de tempo para ouvi-lo e ajudá-lo a expressar suas queixas.

Cada detalhe poderá ser de grande valia no diagnóstico e tratamento. A halitose não é uma doença e sim um sintoma de uma possível alteração patológica (ex.: doença periodontal, alterações hepáticas, etc), variação fisiológica (ex.: menstruação) ou mesmo de um processo adaptativo do organismo (ex.: jejum prolongado).

O profissional deve estar capacitado para fazer o diagnóstico diferencial entre uma halitose real, uma halitose imaginária e um distúrbio quimiossensitivo.

O não conhecimento dos mecanismos de formação da halitose poderá levar o profissional ao erro de subjugar uma queixa do paciente, a qual está afetando o perfil comportamental do mesmo.

Qual é a causa do mau hálito?
A halitose não pode ser explicada por um único mecanismo. Existem casos de origem fisiológica (que requerem apenas orientação), patológica (que requerem tratamento), por razões locais (feridas cirúrgicas, cáries, doenças periodontais e outros) ou ainda por razões sistêmicas (diabetes, distúrbios renais, prisão de ventre e outros).São várias as causas e muitas vezes apresentam vários fatores ao mesmo tempo.

Por que o portador da halitose não sente o seu próprio hálito?
Porque o olfato se adapta ao odor, por tolerância. O epitélio olfatório rapidamente se cansa ou fadiga, se acostumando ao odor e falhando na percepção (fadiga olfatória). Em pouco tempo, o paciente com halitose se acostuma ao próprio mau hálito.

Após tratamento de úlcera e gastrite, por que o paciente continua com mau hálito?
Problemas gástricos causarão halitose quando houver refluxo. Segundo pesquisa desenvolvida por equipe multidisciplinar de gastroenterologistas, otorrinolaringologistas e periodontistas da Bélgica, 87% das causas da halitose estão localizadas na região da boca.

Quem são os pacientes com maior tendência a halitose?
Respiradores bucais, pacientes com sangramento gengival (doença periodontal), saburra lingual, alterações sistêmicas (por exemplo diabetes, doenças hepáticas, etc), em dieta ou ainda aqueles que apresentam baixo fluxo salivar.

O que é a saburra lingual?
É um material viscoso e esbranquiçado ou amarelado, que adere ao dorso da língua em maior proporção na região do terço posterior. A saburra equivale a uma placa bacteriana lingual, micro em que os principais organismos presentes são do tipo anaeróbios proteolíticos, os quais, conforme foi explicado para a halitose da manhã, produzem componentes de cheiro desagradável no final de seu metabolismo. É uma película composta de células descamadas, bactérias e detritos alimentares que aderem à superfície da língua. Ela é responsável por grande parte das halitoses. O grande desafio é saber por que ela está se formando, pois mesmo realizando limpeza correta da língua, alguns pacientes poderão continuar apresentando formação acentuada.

Como saber se sou portador de halitose?
A melhor forma é perguntar a uma pessoa sobre seu convívio e de confiança se o seu hálito está alterado e ou costuma ser forte. O portador que é consciente de sua halitose tem um perfil receoso e angustiado. Há pessoas que apenas acreditam possuir halitose. Para ambas as situações é importante o exame e um perfeito diagnóstico.

A halitose é fruto de má higiene?
A halitose é um sinalizador de que algo no organismo não está bem. Ou seja, nem sempre a halitose ocorre por falta da melhor higiene bucal. Um paciente que mantenha boa higiene oral mas encontre-se estressado, poderá apresentar um fluxo salivar baixo. Isto compromete a auto-limpeza favorecendo a formação da saburra lingual e possibilitando a manifestação da halitose.

E se o problema não for na boca?
Se a causa identificada for outra que não a odontológica, o especialista encaminhará o paciente a um médico pertinente. É de fundamental importância essa integração entre as áreas médicas, paramédicas e odontológicas. Grande parte do insucesso nos tratamentos ocorre justamente pelo não conhecimento abrangente dos fatores causais da halitose.

Qual é a importância de curar a halitose?
São diversos os motivos. Além da questão da sáude geral do paciente - saúde sistêmica e local - há de se observar a questão social. O indivíduo portador da halitose sofre discriminação em seu grupo social. Ele é vítima freqüente de distanciamento em sua relação afetiva. A halitose agride as pessoas que convivem com o portador privando-o de uma vida melhor.

Todas as pessoas têm mau hálito?
Se considerássemos o hálito desagradável ao acordar, praticamente 100% da população seria portadora de halitose. Por isso, o hálito da manhã é considerado fisiológico. Ele acontece devido à leve hipoglicemia, à redução do fluxo salivar para virtualmente zero durante o sono e ao aumento da flora bacteriana anaeróbia proteolítica. Quando esses microrganismos atuam sobre restos epiteliais descamados da mucosa bucal e sobre proteínas da própria saliva, geram componentes de cheiro desagradável (metilmercaptana, dimetilsulfeto e principalmente sulfidreto, que tem cheiro de ovo podre). São os compostos sulfurados voláteis, conhecidos abreviadamente por CSV. Após a higiene dos dentes (com fio dental e escova), da língua (com limpador lingual) e após a primeira refeição (café da manhã), a halitose matinal deve desaparecer. Caso isso não aconteça, podemos considerar que o indivíduo tem mau hálito e que este precisa ser investigado e tratado.

É possível que eu tenha mau hálito e não saiba disso?
Sim. As pessoas que têm um mau hálito constante, por fadiga olfatória, não percebem seu próprio hálito. Somente as pessoas que têm períodos de halitose e períodos de normalidade conseguem percebê-lo.

Como eu posso saber se tenho ou não mau hálito?
A maneira mais simples de identificá-lo é pedir a um familiar ou a um amigo de confiança que faça essa avaliação para você. Caso você identifique o problema ou caso você se sinta constrangido a pedir a alguém que o avalie, pode procurar um dentista para que este possa ajudá-lo no diagnóstico e no tratamento da halitose. Atualmente, e cada vez mais, existem dentistas interessados no assunto, e muitos deles até já dispõem de um aparelho para medir e avaliar seu potencial de halitose.

Então, dá para se medir o hálito?
Sim, atualmente existe à disposição dos profissionais interessados um aparelho chamado Halimeter@, que é capaz de medir compostos sulfurados voláteis e que serve para orientar quanto à gravidade da halitose e quanto à melhora e à cura durante o tratamento. Também é útil para demonstrar claramente para certos pacientes que eles não possuem nenhum cheiro desagradável na boca, quando este é o caso. Certos pacientes halitofóbicos ficam muito apreensivos, com medo de terem halitose e desconhecerem o fato.

Qual a causa do mau hálito?
É muito bom que se diga que os casos de halitose não podem ser explicados por um único mecanismo. Existem casos de halitose tanto por razões fisiológicas (que requerem apenas orientação) como por razões patológicas (que requerem tratamento); por razões locais (feridas cirúrgicas, cárie, doença periodontal etc.) ou sistêmicas (diabetes, uremia, prisão de ventre etc.). Por isso, pode-se concluir que todas as possíveis causas devem ser investigadas e que o tratamento será direcionado de acordo com a causa identificada. No entanto, 96% ou mais dos casos de halitose se devem à presença de saburra lingual e, assim, devem ser tratados.

Se a saburra é formada microrganismos, o mau hálito é contagioso?
Não. A saburra somente se forma em pessoas com predisposição à sua formação. Por isso, é muito comum observarmos casais em que apenas um dos parceiros apresenta hálito muito desagradável, a ponto de incomodar o outro.


O que predispõe à formação de saburra?
A causa primária da formação de saburra é a leve redução do fluxo salivar, com a presença de uma saliva muito mais rica em mucina ("gosmenta") e que facilita a aderência de microrganismos e de restos epiteliais e alimentares sobre o dorso da língua. É bom que se diga que existem vários graus de redução do fluxo saliva; quando a redução é severa (de 0 a 0,3 ml/minuto, sob estímulo mecânico), já não encontramos saburra, mas sim, outros tipos de desconforto. A medida do fluxo salivar (sialometria) deve ser feita por um profissional habilitado para isso. Também é importante a avaliação das causas da redução do fluxo salivar para que se possa decidir sobre o tratamento. Uma causa bastante comum é o "stress" constante.

Como se livrar da saburra e do mau hálito?
Existem pelo menos 3 abordagens:
1. Remoção mecânica da saburra por meio de limpadores linguais. Existem vários modelos de limpadores linguais disponíveis no mercado americano; no Brasil, encontramos um limpador lingual muito eficiente (modelo em forma de "V").
2. Manutenção da superfície lingual o mais oxigenada possível, com o uso de oxidantes. Existem vários oxidantes no mercado que podem ser úteis para esse fim; desde a água oxigenada (usada diluída), o Amosan, até os de última geração (geralmente formulações com um componente antimicrobiano e um oxidante potente). Provavelmente, em pouco tempo, encontraremos no mercado, à disposição apenas dos profissionais, um desses produtos, com o nome de "SaudBucal".
3. Identificação da causa da redução do fluxo salivar para que se possa estabelecer o tratamento adequado. As duas primeiras abordagens garantem um hálito agradável; porém, exigem a manutenção desses cuidados. A terceira abordagem, uma vez realizada com sucesso, garante resultados mais duradouros, sem a necessidade de manutenção do uso de produtos para o controle de saburra, porque esse procedimento corresponde à eliminação da causa primária.

Como posso melhorar meu mau hálito que acontece só de vez em quando?
Quando o mau hálito não é crônico, mas apenas esporádico, devemos observar uma higiene bucal e lingual adequadas, estimular a salivação de maneira fisiológica (isto é, sem o uso de medicamentos) com balas sem açúcar, gomas de mascar, gotas de suco de limão com um pouco de sal, ou, mais eficientemente, com uma ameixa japonesa codimentada, conhecida como "umebochi". Devemos ainda cuidar da alimentação (evitar o excesso de proteína, gordura, condimentos e alimentos de cheiro carregado) e manter uma freqüência de ingestão de água e de alimento (que contenha algum carboidrato) a cada 3 ou 4 horas.

Então, o uso de gomas de mascar melhora o hálito?
Sim. Em primeiro lugar, age como um mascarado do hálito e, em segundo, o que é mais importante, aumenta a salivação.

Tenho gastrite. Acho que é por isso que tenho mau hálito. 0 mau hálito pode vir do estômago?
Não. É muito comum os pacientes pensarem dessa forma incorreta. Também é muito comum pacientes com gastrite terem mau hálito. Vamos explicar melhor esse mecanismo: à medida que a saburra se forma, ela passa a ser um meio propício também à instalação e à proliferação de microrganismos patogênicos cuja porta de entrada é a boca. São exemplos os microrganismos causadores de doenças pulmonares, gastrintestinais e até mesmo de amigdalites e de doenças periodontais. No caso da relação halitose versus gastrite, a redução do fluxo salivar propicia a formação de saburra, a qual permite que o Helicobacterpilor se instale no dorso lingual, prolifere e aumente em número, podendo chegar ao estômago e desencadear a gastrite. Na verdade, a manutenção do fluxo salivar em condições normais não evita apenas a formação de saburra e mau hálito, mas também previne a possibilidade de o paciente se tomar predisposto a gastrite, pneumonia, amigdalite, periodontite etc.

Já consultei vários profissionais sem ter a Solução para o meu problema. Halitose tem cura?
Claro que tem cura. As vezes, atingir a cura demanda um pouco mais de tempo, mas sempre existe a possibilidade de controle. A maior parte das pessoas crê que qualquer dentista está amplamente informada respeito de mau hálito, o que nem sempre é verdade. O mesmo pode-se dizer em relação aos médicos. 0 atendimento nessa área é diferente do atendimento odontológico de rotina. Atualmente, muitos estão bastante interessados e estão investindo em conhecimentos sobre o assunto. Assim, se o seu dentista não se achar em condições de lhe oferecer um excelente atendimento, com certeza saberá encaminhá-lo para um colega que tenha feito esse tipo de treinamento.

CUIDAR DOS DENTES AUXILIA A DIGESTÃO

A importância dos cuidados com a dentição é algo que se ouve desde a primeira infância. Mesmo assim, problemas sérios como a reabsorção óssea, a gengivite e a periodontite nem sempre são levados a sério na terceira idade. Por conta disso, a perda de dentes é um dos problemas sérios que atingem as pessoas com mais de 60 anos. E o resultado, além de estético, também incide diretamente na saúde do paciente.

Segundo o cirurgião-dentista Jorge Scaff Júnior, especialista em estomatologia, os problemas mais comuns que atingem as pessoas nessa fase da vida são a reabsorção óssea, gengivite, periodontite e a osteoporose. “Acontece que, muitas vezes, as pessoas simplesmente vão deixando esses problemas evoluírem, o que pode levar a perda dos dentes”, explica Scaff Júnior.

De acordo com ele, o emocional do idoso será importante para determinar sua condição dentária. “Muitas pessoas são ativas, saem com os amigos, têm namorados etc”, lembra Scaff Júnior. “Nesses casos, existe uma preocupação maior com a dentição, até pela questão de convívio social e a estética”, avalia. “Mas temos pacientes que se sentem deprimidos, não sentem vontade de se arrumar. Esses descuidam da dentição e podem ter problemas sérios no futuro.”

Um dos principais problemas provocados pela falta de dentes está na própria mastigação dos alimentos. Quem não mastiga direito, por exemplo, engole pedaços maiores do alimento, tornando-os mais difíceis de serem digeridos. Os resultados vão de azia até problemas gastrintestinais. Segundo o especialista, o paciente tenta, muitas vezes, compensar a falta de um determinado grupo de dentes e sobrecarrega outro lado da mandíbula.

Dor
Em situações como essas, o paciente pode apresentar dores que muitas pessoas não costumam ver relação com os dentes. É o caso da dor de cabeça, dores musculares na região do pescoço e desgaste dos dentes. “A dificuldade de uma digestão adequada é outra situação comum nesses casos. Por isso, o idoso precisa saber que deve cuidar bem da sua dentição e procurar auxílio do dentista com maior freqüência.”

Tratamento

O tratamento inclui a utilização de próteses dos dentes perdidos e colocação até mesmo da dentadura. Nos dois casos, as próteses devem ser colocadas de forma a evitar atrito com a gengiva, que costuma provocar ulcerações. O material usado nas próteses, como a cola para as dentaduras, deve ser levado em conta, para evitar até mesmo a formação de placas na própria prótese.

“Tudo isso deve ser levado em conta pelo especialista”, lembra Scaff Júnior. “A prótese bem colocada é fundamental para evitar que o paciente tenha problemas estomacais no futuro. Isso sem falar na qualidade de vida”, afirma.

Segundo o especialista, uma nova especialidade, a odontogeriatria se preocupa justamente com o bem-estar e o tratamento específico para o idoso. “O especialista precisa levar em conta também fatores como a auto-estima e o estilo de vida do paciente”, explica. “Se o idoso sente que ninguém liga para ele, isso será refletido também em sua dentição.”

Fonte: Diário de São Paulo

FALTA DE HIGIENE ORAL PODE AFETAR FERTILIDADE

Um estudo da Austrália sugere que problemas de saúde bucal podem afetar a fertilidade feminina. A pesquisa da Universidade do Oeste da Austrália sugere que uma higiene bucal precária é tão ruim para a fertilidade de uma mulher quanto a obesidade, fazendo com que elas demorem em média dois meses a mais para engravidar.
Os cientistas apresentaram a pesquisa em uma conferência sobre fertilidade na Suécia. Segundo os pesquisadores, mulheres com gengivas doentes precisaram de sete meses para conceber, comparados com o prazo considerado normal, de cinco meses.
De acordo com os pesquisadores, a causa pode estar ligada à doença periodontal, caracterizada por inflamação na gengiva. Se o problema não for tratado, poderá desencadear uma série de reações capazes de prejudicar o funcionamento normal do corpo.
A doença periodontal já foi ligada à doenças cardíacas, diabetes tipo 2 e aborto, além de baixa qualidade do esperma em homens. Roger Hart, professor líder da pesquisa, diz que o estudo é pioneiro.
– Até agora não existiam estudos publicados que investigavam se a doença nas gengivas pode afetar as chances de uma mulher conceber, então esse é o primeiro relatório que sugere que a doença na gengiva pode ser um dos vários fatores que podem ser modificados para mulher melhorar as chances de uma gravidez.

DENTISTAS SÃO CAPAZES DE IDENTIFICAR DIABETES


Uma visita ao dentista pode ajudar na identificação de problemas que vão além dos relacionados à saúde bucal. Segundo pesquisadores norte-americanos, o dentista é capaz de identificar casos de diabetes ou pré-diabetes em pessoas que ainda não foram diagnosticadas.

Realizado na da Columbia University College of Dental Medicine, o estudo envolveu 600 pessoas, com idade mínima de 30 anos, sem diagnóstico para a doença. Cerca de 530 pacientes com pelo menos um fator de risco adicional de auto-relato de diabetes, como, por exemplo, histórico familiar da doença, colesterol alto, hipertensão e sobrepeso ou obesidade, receberam exame periodontal e o teste de hemoglobina A1c, o exame da ponta de dedo.
Para avaliar e comparar o desempenho de diversos protocolos de identificação potencial, os participantes do estudo realizaram um teste de jejum da glicose. Os resultados mostraram que exames de dois parâmetros dentais – o número de dentes perdidos e o percentual de bolsas periodontais – em pacientes odontológicos com fatores de risco foram eficazes na identificação de pacientes com diabetes e pré-diabetes não diagnosticada.