quinta-feira, 7 de novembro de 2013

HTLV: UM VÍRUS DA FAMÍLIA DO HIV


O HTLV (Human T Lymphotropic Virus) é um vírus minúsculo, visível somente em microscópios muito potentes (microscópios eletrônicos), que parasita determinadas células do sistema imunológico humano, denominadas linfócitos T.

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Assim, o paciente fica vulnerável a outras doenças externas, transmitidas por vírus ou bactérias.
O HTLV pertence à família Retroviridae, a mesma do HIV, porém, pertencente ao gênerodeltaretrovírus, que é diferente do vírus de imunodeficiência humano, que causa síndrome de imuno-deficiência adquirida (AIDS).
Apesar de menos conhecido do que o HIV, muitos pesquisadores acreditam que o HTLV seja mais antigo do que o vírus da AIDS. Foi o primeiro retrovírus claramente associado a uma malignidade, sendo isolado, em 1980, em pacientes de Linfoma de células T (EUA), já descrito primeiramente no Japão (1977).
Existem, basicamente, dois tipos de HTLV que, a apesar de bastante semelhantes, comportam-se de modos bastante diferentes no organismo:
  • HTLV-1: pode causar doenças, embora nem sempre cause.
  • HTLV-2: quase nunca causa qualquer dano ao organismo infectado.
Ambos estão relacionados com várias outras doenças, principalmente neurológicas. Entre as doenças, estão: paraparesia espástica tropical/mielopatia associada ao HTLV, leucemia de células T do adulto e uveíte.

Causas
Parece que algumas pessoas possuem uma predisposição genética para o desenvolvimento, porém, isso ainda está em estudo.

Sintomas
  • Lesões da pele (vermelhidão excessiva, placas avermelhadas, descamação, coceira, tumorações).
  • Aumento dos gânglios do pescoço, das axilas, das virilhas (ínguas).
  • Barriga inchada (por acúmulo de líquidos, aumento do baço e do fígado).
  • Anemia, febre persistente e pneumonias de repetição.
Estima-se que, no mundo, há entre 10 e 20 milhões de pessoas infectadas. O HTLV só provoca algum tipo de doença em aproximadamente 5% das pessoas infectadas, ou seja, em cada 100 pessoas infectadas pelo vírus, apenas cinco adoecem. Os demais permanecerão assintomáticos (sem qualquer sinal de doença) pelo resto das suas vidas, só vindo a descobrir que têm o vírus se forem, por exemplo, doar sangue e o exame de triagem do banco de sangue detectar a infecção.
O HTLV pode ser considerado um problema de saúde pública, já que é uma doença com alta incidência no Brasil. Estima-se que cerca de 50 mil baianos estejam infectados pelo vírus (Fiocruz). Não é tão divulgado pela mídia, apesar de ser um problema de saúde pública, pois os danos são muito menores do que os provocados pelo vírus da AIDS. Enquanto quase todos os portadores de HIV manifestarão a doença em algum momento da vida, apenas 5% dos infectados pelo HTLV vão apresentar os sintomas da doença, que acomete principalmente as mulheres.

Transmissão
Uma pessoa pode se infectar pelo HTLV (1 ou 2) das seguintes maneiras:
  • Recebendo transfusão de sangue contaminado pelo vírus.
  • Compartilhando agulhas, seringas, ou objetos cortantes que contenham sangue contaminado.
  • Por meio da amamentação com leite materno de mãe que seja infectada pelo vírus.
  • Através de relação sexual não protegida.
Não se adquire HTLV pelo beijo, pelo abraço, pela utilização do mesmo banheiro, pelo ar (tosse, espirro, etc.), ou ainda, pelo uso dos mesmos talheres, copos, pratos, toalhas e lençóis.

Diagnóstico
É realizado somente por exame sorológico (exame de sangue) específico, para pesquisa de anticorpos anti-HTLV- I/II no sangue. Após os exames de triagem, geralmente utilizando teste de ELISA.

Tratamento
Ainda não tem cura. Como o risco do desenvolvimento da doença associado ao HTLV é muito baixo, não existe indicação de tratamento nos casos assintomáticos, embora exista tratamento baseado em medicamentos e fisioterapia. A doença tem sido muito estudada por pesquisadores, mas o melhor método criado para combatê-la é a prevenção.
Fonte: www.odontomagazine.com.br


quinta-feira, 17 de outubro de 2013

VOCE SABE O QUE É DTM?


A DTM (disfunção têmporo mandibular) é a segunda maior causa de dor na face, ficando atrás somente das dores do dente. As queixas mais comuns dos indivíduos com a DTM são: a dor ou desconforto na região da face e da ATM (articulação têmporo mandibular), dor essa desencadeada ou exacerbada pela função mandibular (mastigação principalmente); a limitação da função mandibular com ou sem desvios no movimento de abertura DTMbucal; os ruídos na ATM (estalidos e crepitações); as dores de cabeça; as alterações na qualidade do sono.

De acordo com dados de pesquisadores da USP, 22% da população apresenta algum tipo desta dor, que afeta mais as mulheres entre 20 e 40 anos.  Do total, cerca de 80% registra outra condição de dor frequente, como dor de cabeça e cerca de 4 a 10% dos casos podem ser resolvidos apenas através de cirurgia. O especialista Paulo Afonso Cunali, do Hospital Marcelino Champagnat, afirma que a gravidade pode variar, “Algumas dessas dores são limitantes, e algumas incapacitantes. Uma dor de dente é sempre uma dor forte, mas uma dor nas articulações das mandíbulas pode levar o paciente a ficar sem se alimentar”, afirma.

O diagnóstico das dores orofaciais é de responsabilidade do dentista especialista, mas a princípio todo profissional da saúde poderia fazer um diagnóstico básico. A dor pode se manifestar de várias formas, mas as mais comuns acontecem na mastigação e no ato de bocejar, ou dentro da boca com uma dor exacerbada quando em contato com substâncias muito frias ou muito quentes. É muito comum, também, que os acometidos por esse mal tenham sintomas como dor de cabeça, problemas de sono, zumbido ou dores no ouvido e até depressão.

Maria Luiza de Pinho Sepulcri teve sua primeira crise aos 16 anos, quando sentiu uma dor forte no lado direito do rosto. Na época, sem saber a origem do seu problema ela procurou um neurologista que afirmou se tratar de uma nevralgia, “Tomei muitos remédios e fiz várias infiltrações. O problema foi solucionado temporariamente, mas depois a dores voltaram”, desabafa. Algum tempo depois, as crises voltaram a acontecer repetidamente até que o caso se tornou crônico. Ela chegou a procurar um dentista, que lhe prescreveu o uso de aparelho, porém nada se resolveu.

Atualmente, aos 66 anos de idade, a professora aposentada se viu finalmente livre do problema. “Nas mãos do odontólogo do Hospital Marcelino Champagnat, tive diagnosticada a DTM e comecei o tratamento correto”, diz. A prescrição de exercícios para a articulação da mandíbula e uso de uma placa de proteção dos dentes durante o sono foi o que bastou evitar a dor. “Os tratamentos para essas dores relacionadas à função mandibular evoluíram muito, sendo o resgate da qualidade de vida o objetivo maior a ser reconquistado”, reforça Paulo Cunali.

É muito difícil prever a DTM, no entanto, é recomendável consultar um dentista com frequência, pois o diagnóstico antecipado aumenta a qualidade da recuperação, “O importante é que a maioria das DTM podem ser tratadas com procedimentos simples, desde que diagnosticadas em seus estágios iniciais.”, afirma Paulo Afonso Cunali.

TRATAMENTO ADEQUADO:

- Uso de antinflamatórios, relaxantes musculares: para diminuir a dor causada pelas DTM em geral.
- Placas oclusais e termoterapia: quando o controle de hábitos parafuncionais como o apertamento dentário diurno e o bruxismo do sono se faz necessário.
- Exercícios mandibulares de coordenação e fortalecimento: para recuperar e adequar a função mandibular.
- Aparelhos de reposicionamento mandibular: quando o tratamento dos distúrbios respiratórios do sono (ronco e apnéia obstrutiva do sono) se faz necessário (dentista especialista em DTM e Dor Orofacial também com formação em medicina e biologia do sono).
- Equilíbrio da oclusão: com próteses, ajuste oclusal ou ortodontia podem ajudar no controle das DTM de forma geral, mas não devem ser feito preventivamente.
- Injeções/infiltrações articulares e musculares: quando a dor tiver origem diretamente nas ATM ou nos músculos da mastigação.
- Cirurgias funcionais das ATM: quando houver necessidade da reestruturação anatômica e funcional do complexo articular da ATM.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

SAÚDE BUCAL PARA OS PACIENTES COM CÂNCER


A entrevista com a cirurgiã-dentista Vanessa Tilly, especialista em atendimento aos pacientes especiais, apresenta a importância do cuidado odontológico diferenciado às pessoas com câncer.

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Odonto Magazine – Como é possível evitar infecções odontológicas no decorrer do tratamento do paciente oncológico? Como o profissional de saúde bucal pode auxiliar na programação de atendimento odontológico alternado com as possíveis sessões de terapias indicadas?
Vanessa Tilly Moutinho da Silva - A melhor maneira de evitar infecções odontológicas é a prevenção. O ideal é que o paciente passe em consulta odontológica ao menos duas semanas antes do início do tratamento oncológico com quimioterapia (QT) ou radioterapia (RT). Faz-se necessária avaliação dos exames hematológicos, tratamento quimioterápico/radioterápico e plano de tratamento médico. É importante que exista uma discussão de caso do paciente entre o cirurgião-dentista, médicos e demais integrantes da equipe multidisciplinar, como nutricionista, enfermagem, etc., a fim de promover um tratamento dental seguro ao paciente. A partir dessa avaliação, fazemos o plano de tratamento individualizado a cada paciente. A eliminação dos focos de infecção intraoral pode ajudar a prevenir sérios problemas em boca, por exemplo, infecções, e a diminuir os efeitos colaterais da QT e RT, como o grau de severidade da mucosite oral.

Odonto Magazine - A quimioterapia e a radioterapia podem provocar efeitos indesejáveis na cavidade oral. Como esses tratamentos podem interferir na saúde bucal do paciente oncológico?
Vanessa Tilly Moutinho da Silva - O tratamento oncológico (QT e RT) pode causar efeitos colaterais na cavidade oral. Esses efeitos podem incluir alteração do paladar, trismo, danos nas glândulas salivares, mucosite oral – um dos efeitos colaterais em boca mais comuns do tratamento antineoplásico. É encontrada em aproximadamente 40% dos pacientes que recebem a quimioterapia e em quase 100% dos pacientes submetidos à radioterapia na região de cabeça e pescoço, clinicamente apresentada em seus graus mais avançados por ulcerações -, e etc. Esses efeitos colaterais podem ocasionar dor, xerostomia, disfagia, disgeusia, dificultar a nutrição, fonética e deglutição. Além do mais, a QT pode aumentar o risco de infecção. Com a imunossupressão, o paciente fica mais susceptível a desenvolver infecções fúngicas, como candidose; virais, como herpes simples; e bacterianas, por exemplo, as úlceras na cavidade oral podem ser infectadas pelas bactérias que habitam a boca, e isso pode acarretar sérios problemas. É importante prevenir qualquer futuro problema.

Odonto Magazine - Segundo a Organização Mundial da Saúde, o câncer é uma das principais causas de morte, com uma incidência de 7,6 milhões de óbitos no mundo. Existe um protocolo determinado pelas autoridades em Odontologia para o atendimento odontológico aos pacientes com câncer?
Vanessa Tilly Moutinho da Silva - A experiência profissional é de suma importância. A cada paciente, faz-se necessário um plano de tratamento individualizado, todavia, é possível encontrar na literatura orientações de condutas para esse grupo de pacientes, por exemplo, no artigo “Dental Treatment Planning and Managemente in Patient Who has Cancer”, de Michael T. Brennan, escrito no ano de 2008. O trabalho descreve a necessidade de eliminar ou estabilizar a doença bucal, a fim de minimizar infecção local ou sistêmica durante e após o tratamento oncológico. Dessa forma, fica enfatizada a necessidade de realizar exame bucal minucioso, com intuito de identificar focos da doença sistêmica em boca – previamente não identificada. O melhor momento para cuidar deste grupo de pacientes é no período pré-QT ou RT, por isso falamos tanto em prevenção. É importante, também, ressaltar que, além da eliminação de todos os focos de infecção oral, por exemplo, a cárie, lesão endodôntica, doença periodontal, etc., devemos remover ou ajustar possíveis fatores de trauma em mucosa, como aparelho ortodôntico, prótese removível ou total.

Odonto Magazine - Como a questão da saúde bucal aliada à qualidade de vida deve ser abordada pelos profissionais de saúde bucal?
Vanessa Tilly Moutinho da Silva - Precisamos avaliar, sempre, o paciente como um todo. Esse é, sem dúvida, um dos maiores diferenciais. Visamos um atendimento humanitário com promoção de saúde e qualidade vida a eles, essa é a nossa missão. É fundamental que sejam esclarecidas as complicações em boca resultantes do tratamento oncológico em curto e longo prazo. Devemos atuar, ao máximo, na prevenção dos possíveis efeitos colaterais, mas também não podemos nos esquecer de que estamos cuidando de um ser humano, que, no presente momento, encontra-se emocionalmente abalado, com muitas dúvidas, angústias e incertezas.
O amor é fundamental para proporcionar um bom atendimento. Temos a obrigação de tratar, cuidar, orientar o paciente e seus acompanhantes, sem esquecer, em momento algum, de realizar todas as atividades com muito carinho, mesmo quando estamos na correria do dia a dia. Para promover um atendimento humanitário, basta nos colocarmos no lugar desses pacientes tão especiais.

Odonto Magazine – O cirurgião-dentista precisa manter um bom relacionamento com a equipe multidisciplinar envolvida no cuidado ao paciente com câncer. Como essa relação pode prevenir ou minimizar complicações no tratamento do paciente com a patologia?
Vanessa Tilly Moutinho da Silva - É extremamente importante que o cirurgião-dentista mantenha sempre um bom relacionamento com a equipe multidisciplinar. Devemos fazer parte desse time. Dessa forma, acompanhamos de perto as fases do tratamento, exames complementares, efeitos co-laterais, etc., contribuindo, assim, com o bom tratamento, diagnosticando lesões orais, medicando, prevenindo os efeitos indesejáveis, orientando, sempre visando, como já mencionado, a qualidade de vida e humanismo no atendimento.

Odonto Magazine – Existe algum tipo de capacitação e/ou treinamento para o cirurgião-dentista responsável pelo tratamento bucal de pessoas com câncer?
Vanessa Tilly Moutinho da Silva - Existem aprimoramentos, cursos de capacitação, residência em Odontologia Hospitalar, além da especialização em Estomatologia.
Logo após a graduação em Odontologia, a minha formação hospitalar foi obtida por meio da Residência em Odontologia Hospitalar – Hospital das Clínicas da FMUSP. Porém, acredito que, independente da área de atuação do cirurgião-dentista, devemos estar sempre em formação continuada, participando de congressos, seminários, grupos de estudo, dividindo experiências com nossos colegas de equipe. O crescimento profissional de uma equipe e/ou instituição se deve ao seu grupo de trabalho. Não conquistamos nada sozinhos. Somos uma equipe, afinal, o segredo de um grande sucesso está no trabalho de uma grande equipe. Sou sempre muito grata a todos que contribuíram para a minha formação e aos que atuam comigo para promover a saúde bucal.

Odonto Magazine – Existem pesquisas científicas em andamento sobre a importância da saúde bucal do paciente oncológico?
Vanessa Tilly Moutinho da Silva - Cada vez mais, a importância da Odontologia, bem como da saúde bucal do paciente oncológico, é respaldada cientificamente. Existem inúmeras pesquisas em andamento e outros inúmeros protocolos já bem estabelecidos. Os profissionais podem direcionar sua busca por meios de sites de grandes centros de tratamento ao paciente com câncer. Indico o site da Multinational Association of Supportive Care in Cancer – MASCC (www.mascc.org), onde é possível encontrar recentes e confiáveis diretrizes.

Odonto Magazine – Como as atuais tecnologias empregadas no mercado odontológico podem auxiliar, de maneira positiva, o cirurgião-dentista no tratamento odontológico do paciente com câncer?
Vanessa Tilly Moutinho da Silva - Uma das atuais tecnologias empregadas de maneira positiva no tratamento odontológico do paciente com câncer é o laser de baixa potência, muito utilizado no processo profilático e terapêutico da mucosite oral, onde os sintomas variam desde um leve desconforto até lesões ulcerativas graves, comprometendo a nutrição e a ingestão hídrica do paciente.
O laser de baixa intensidade tem sido proposto para o tratamento da mucosite oral, com resultados satisfatórios dos pontos de vista clínico e funcional, acelerando o processo de cicatrização das feridas e diminuindo o quadro doloroso.
Vanessa Tilly Moutinho da Silva Cirurgiã-dentista. Residência em Odontologia Hospitalar. Especialista em Pacientes Especiais. Atua em consultório particular e no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp).

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

ODONTOLOGIA SEM DOR


Anestesia empregada em tratamentos odontológicos é bastante segura, diz especialista.

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Diante de eventuais desdobramentos provocados por reações à anestesia empregada em procedimentos cirúrgicos, é normal que a população também passe a questionar a anestesia administrada nos tratamentos odontológicos.
A boa notícia é que a anestesia aplicada por cirurgiões-dentistas experientes e no ambiente do consultório tem uma grande margem de segurança. Tanto é assim, que os cirurgiões-dentistas dão início gradativo ao processo de anestesia, aumentando a dose aos poucos, até que o paciente sinta-se livre da dor e do desconforto.
De acordo com o doutor Márcio Martins, professor da Escola de Aperfeiçoamento Profissional da APCD – Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas, há uma gama bastante variada de anestésicos que podem ser empregados em determinadas circunstâncias. Mas o importante é saber que são bastante seguros – já que o profissional irá utilizar o anestésico mais adequado ao procedimento e ao estado geral do paciente.
“Os anestésicos mais empregados são aqueles usados para viabilizar o tratamento, controlando a dor na região do dente em questão. Nesses casos, têm curta duração e são bastante tolerados”, diz Martins. De acordo com o especialista, quando o paciente tem aversão a agulhas e entra em pânico assim que pisa no consultório dentário, uma alternativa é utilizar um sedativo oral, ou ainda o óxido nitroso. “Através da inalação dessa substância também conhecida como gás do riso, pacientes mais ansiosos conseguem controlar o medo e permitir o tratamento da melhor forma possível. Pacientes com trauma, síndrome do pânico, crianças muito pequenas, ou ainda pacientes com necessidades especiais podem requerer uma atenção maior para controlar a ansiedade e não sentir dor”, diz.
Na opinião do coordenador da EAP-APCD, os cirurgiões-dentistas estão entre os profissionais mais bem treinados ao uso de anestésicos, já que os pacientes normalmente recorrem a seus serviços na presença de dor. “É sempre importante conversar detalhadamente com seu cirurgião-dentista durante a primeira consulta, para que ele possa analisar a opção mais viável e segura para controlar a dor durante o tratamento ou a cirurgia dentária”, diz Martins.

Cuidados extras
De acordo com o especialista, já na primeira conversa com o cirurgião-dentista, o paciente deve relatar, sem restrições, vários aspectos de sua saúde. “A existência de doenças do coração, do aparelho respiratório, renal e fígado – considerando também os medicamentos de que o paciente faz uso contínuo – é o que vai determinar o tipo e a quantidade de anestésico durante o tratamento dos dentes. Na iminência de uma cirurgia odontológica, também o paciente fumante deve ser advertido e ter consciência de parar de fumar pelo menos um mês antes, já que o fumo tem forte impacto na circulação do sangue e na recuperação pós-cirúrgica”.
No caso das pacientes gestantes, Márcio Martins diz que o ideal é programar limpezas profundas e tratamentos mais complexos, como colocação de implantes, cirurgias e tratamentos de canal, para antes da gravidez ou ainda para depois do período de amamentação. “Como nenhuma gestante está livre das lesões de cárie durante a gravidez, normalmente o anestésico utilizado nesses casos é da família da lidocaína. Outros anestésicos devem ser evitados, já que podem agir indiretamente na frequência cardíaca do bebê”.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

FIBRAS E ÁGUA SÃO ESSENCIAIS



Bem Estar desta quinta-feira (29) deu dicas para evitar gases e diarreia.
Além das fibras e água, é bom também praticar atividade fisica regular.

Problemas de digestão são extremamente comuns e, na maioria dos casos, podem ser resolvidos apenas com mudanças no estilo de vida.
Ingerir fibras, beber bastante água e praticar atividade física são hábitos que ajudam no funcionamento intestinal, são bons para a digestão e podem evitar complicações como gases, diarreia, barriga inchada e a prisão de ventre. No Bem Estar desta quinta-feira (29), o cirurgião do aparelho digestivo Fábio Atui e a nutricionista Tânia Rodrigues explicaram como funciona a digestão e deram dicas para preservar o aparelho digestivo.
Em relação à ingestão de fibras, os especialistas explicaram que a recomendação diária para um adulto saudável é de 25 a 30 gramas para cada 1.000 kcal ingeridas. Para crianças acima de 2 anos e adolescentes até 20 anos, a recomendação diária é igual ao número da idade mais 5 gramas. Já para os idosos, é ideal que o consumo seja de 10 a 13 gramas para cada 1.000 kcal ingeridas.
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De acordo com o cirurgião Fábio Atui, um dos problemas mais recorrentes são os gases. No entanto, existem dois tipos: os gases engolidos, que entram pela boca quando a pessoa masca um chiclete ou toma bebidas gasosas, por exemplo, e os gases produzidos no estômago, causados por alimentos que fermentam nessa região.
Um dos alimentos que demoram mais para ser digerido é o carboidrato e, por isso, fermenta mais - quando isso acontece, o alimento fica mais tempo no intestino e pressiona a mucosa, dando a sensação de gases. Entre os que mais contribuem para esse problema, estão o pêssego, suco de maçã, suco de pera, ameixa, chocolate, suco de uva, ervilha, lentinha, feijão, cebola, massas, entre diversos outros, como mostraram os especialistas.
No entanto, como alertou o cirurgião do aparelho digestivo Fábio Atui, isso não significa que todo mundo que comer algum desses alimentos terá gases - o problema vai depender muito do tipo de digestão e do funcionamento intestinal de cada um. De acordo com o médico, o corpo produz dois litros de gases por dia, que pode ser eliminado ou absorvido pelo corpo - caso não haja essa absorção, a pessoa pode ter a sensação de empachamento, ou seja, de barriga inchada.
Em relação à digestão, os especialistas lembraram ainda do tempo que cada alimento é digerido. Por exemplo, no caso do carboidrato, o período leva de 1 a 2 horas; já a proteína leva de 2 a 4 horas; por fim, as gorduras são as que mais demoram para serem digeridas e levam de 6 a 8 horas.
Por isso, uma das dicas para manter a boa digestão é escolher bem a comida, como alertou o cirurgião Fábio Atui. Além da escolha do que comer, é importante saber o jeito certo de preparar e até mesmo de mastigar para evitar diversos problemas digestivos. O médico alertou ainda que é preciso observar o hábito do intestino, ou seja, se a pessoa vai ao banheiro sempre e, de repente, não vai mais, isso é um sinal de alerta. Nesse caso, é preciso procurar um médico imediatamente para avaliar se há algum problema.
Foi o que fez a doméstica Maria Nilza da Silva, mostrada na reportagem do Phelipe Siani. Reclamando de prisão de ventre, ela foi realizar um exame chamado de "esvaziamento gástrico" para avaliar o tempo que ela levava para digerir os alimentos (confira no vídeo ao lado).
Outra pessoa que sofria com problema de digestão foi a estudante Jéssica Estillac, que escreveu para o Bem Estar contando que sofreu 4 anos com a sensação de estômago estufado sem ter o diagnóstico da dispepsia funcional, como mostrou a reportagem da Marina Araújo (veja no vídeo abaixo).
Segundo o cirurgião Fábio Atui, esse problema acontece quando há um mau funcionamento do estômago sem uma causa única, que pode dar sintomas como dor, queimação, náuseas, vômitos ou desconforto na região superior do abdômen. Mais frequente entre os jovens, que trabalham, estudam e ficam horas sem comer, o problema pode estar relacionado ainda ao estresse.
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