quinta-feira, 21 de março de 2013

BRUXISMO DO SONO É MANIFESTAÇÃO BUCAL DE ALTERAÇÃO SISTÊMICA



A séculos que o bruxismo representa um grande problema para a Odontologia, tanto pelas alterações que provoca nas estruturas bucais, como o desgaste dentário, fraturas de restaurações, piora da doença periodontal e disfunção da ATM, quanto pela dificuldade em se definir sua verdadeira origem.
Dentre as causas do bruxismo citadas por diversos autores estão o estresse, a reação a fármacos, associação com doenças psiconeurológicas e, menos aceito atualmente, uma reação motora reflexa à alterações dentárias e oclusais.
Várias hipóteses já foram levantadas sobre as causas do bruxismo em geral, mas pelo menos quando se trata do bruxismo do sono, parece haver cada vez mais certeza que este faz parte de uma ativação simpática sistêmica que ocorre em ciclos durante o sono.
Assim, no bruxismo do sono há uma ativação motora mastigatória rítmica (RMMA), associada ao aumento da função cardiorespiratória, vasoconstricção periférica e superficialização dos estágios do sono, podendo culminar em despertares e movimentos de todo corpo.
Em um trabalho recente de um dos grupos mais importantes do mundo no estudo das alterações do sono, a pesquisadora Angela Nashed observou que o bruxismo do sono, quando associado aos despertares e movimentos do corpo, está estatisticamente relacionado à um aumento da pressão arterial sistêmica. Este aumento da PAS é mais significativo se a RMMA ocorre com a movimentação do corpo.
Este trabalho eleva o status do bruxismo a uma manifestação bucal de doença sistêmica que, através da observação atenta do cirurgião dentista, pode levar ao diagnóstico precoce da silenciosa hipertensão arterial sistêmica, ou pelo menos de sua manifestação durante o sono (veja aqui o artigo publicado na Revista Sleep).
Obviamente há necessidade de realização de uma polissonografia para a detecção tanto das contrações massetéricas e temporais, quanto das alterações autonômicas de origem simpática.
Fica assim o alerta para os pacientes, cirurgiões dentistas e laboratórios de estudo do sono.
Fonte: blogmedicinaoral

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

DA CÁRIE AO HERPES, VEJA COMO COMBATER OS INIMIGOS DA SAÚDE BUCAL



Saiba como evitar cáries, gengivite, halitose, herpes, afta. Para começar, o cuidado com a higiene bucal não pode ser deixado de lado
Foto: Shutterstock
A boca tem seus inimigos declarados – cáries, gengivite, mau hálito. Apesar de serem conhecidos, grande parte da população é acometida por essas doenças comuns. Mais conhecida ainda é a maneira de prevenir esses males: higiene bucal. Quando a escova e o fio dental são deixados de lado, entra em cena o biofilme oral – também chamado de placa bacteriana. Essa é a fonte da maioria dos problemas orais.
Para esclarecer como esses vilões invadem a boca, o cirurgião-dentista, Hugo Roberto Lewgoy, professor da Anhanguera UNIBAN, explica o que é cada doença oral e seus perigos.
CÁRIE
“A cárie atinge mais de 80% da população mundial, ou seja, existem cerca de cinco bilhões de pessoas acometidas por esta doença em todo o mundo”, diz Lewgoy. O tal do biofilme oral, quando acumulado, transforma a boca em um ambiente perfeito para a proliferação excessiva de bactérias. Neste caso, os microrganismos que utilizam os açúcares com fonte de energia, promovem um processo de fermentação.O pH oral fica ácido e provoca a desmineralização dos dentes e, consequentemente, as cáries. Em uma fase inicial, a doença destroi apenas o esmalte do dente, mas não há dor. Quando o caso fica mais sério, a cárie chega ao esmalte e à dentina, e forma uma cavidade no dente. O dente fica sensível ao frio e quente. Quando atinge vasos e nervos, a destruição do dente atinge a polpa, o que pode causar um abscesso e evoluir para granuloma. 
 GENGIVITE E PERIODONTITE 
O acúmulo do biofilme também é o responsável pelas doenças periodontais. A inflamação da gengiva (gengivite) é caracterizada por vermelhidão, inchaço e sangramento na região. “Estima-se que apenas dois em cada dez adultos têm as gengivas sadias”, diz Hugo Lewgoy. Se a pessoa é um pouco desleixada com a higiene, o tártaro precisa ser removido por um dentista. Do contrário, o quadro pode evoluir para periodontite. Os tecidos que servem de suporte para os dentes são prejudicados e há risco de perda de dentes. Apesar de a dor se manifestar apenas com estímulo – durante a escovação, por exemplo – é preciso ficar atento. Normalmente, as pessoas associam a doença com a ocorrência da dor. “Como na grande maioria das vezes a gengivite é assintomática ela acaba sendo detectada apenas em estágios mais avançados, quando os danos já são maiores”. 

HALITOSE
Apesar de a sabedoria popular apontar problemas estomacais como as principais causas da halitose, em 90% dos casos, o problema está na boca mesmo. Como a maior parte das doenças bucais, o mau hálito é provocado por falta de higienização, principalmente da língua. Ao olhar no espelho e colocar a língua para fora, se houver uma camada esbranquiçada no fundo da língua, é possível que haja saburra lingual – bacatérias acumuladas que liberam enxofre, o responsável pelo odor desagradável. Para prevenir, além da escova, fio dental e limpador de língua, é importante beber bastante água e evitar tabaco e bebidas alcoólicas.

AFTA
A doença causa úlceras na mucosa bucal. Atinge cerca de 20% da população mundial, sobretudo jovens, com leve aumento entre as mulheres. São extremamente dolorosas. “Elas podem ser brancas ou amareladas e podem aparecer na mucosa bucal, língua, gengiva”, diz a estomatologista, Carméli Sampaio, consultora científica da Associação Brasileira de Odontologia (ABO). Ainda não se sabe quais são as causas, mas a incidência maior é ligada a predisposição genética, trauma, alergia, hormônios, estresse e doenças autoimunes. Se a lesão permanecer por mais de três semanas, é indicado procurar um médico ou dentista.

BOCA SECA OU XEROSTOMIA 
O avanço da idade, bebidas alcoólicas, tabaco e medicamentos podem diminuir a produção de saliva na boca. O problema é que a saliva tem funções importantes, como neutralizar o pH oral, além dos anticorpos contém, que protegem a saúde bucal. A xerostomia pode acarretar em dificuldade para falar, mastigar e engolir. 

HERPES 
Aquelas pequenas feridas formadas por bolhas que causam ardor, formigamento e coceira nos lábios são chamadas de herpes. Cerca de 90% da população mundial possuir o vírus do herpes, mas somente 10% desenvolvem as feridas. A doença se manifesta quando a imunidade do corpo está baixa e, no caso das mulheres, durante a menstruação. Uma vez que a ferida estoura, é altamente contagiosa. O herpes geralmente se manifesta nos lábios ou na região genital, mas pode aparecer no nariz, olhos, bochecha, nádegas e coxa. A transmissão ocorre quando uma pessoa com o herpes manifestado encosta na pele de outra, inclusive em relações sexuais. Para evitar que as feridas apareçam é indicado tomar cuidado com a exposição ao sol ou frio intenso, além de cuidar da imunidade com alimentação balanceada e se hidratar bem. "Todos têm contato com o VHS na infância, mas a maioria desenvolve resistência a ele", diz o estomatologista Carlos Eduardo Ribeiro da Silva. "Não existe cura para o herpes. Porém, medicamentos antivirais conseguem amenizar os sintomas e acelerar o desaparecimento das bolhas", garante.



 

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

AMAMENTAÇÃO E ODONTOPEDIATRIA



Amamentação natural é fundamental para o correto crescimento e desenvolvimento do rosto.

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A atração entre duas pessoas começa a partir de estímulos visuais. Uma olha a outra e, de maneira inconsciente, cada um analisa se aquele indivíduo pode ser um bom parceiro. A estrutura física deve ser harmoniosa e cada parte deve ser proporcional às demais, constituindo um corpo belo e atraente. O rosto não escapa desta avaliação. A face é a área mais visível do organismo e sua imagem fica gravada na memória, para diferenciar uns aos outros. A harmonia do rosto depende de vários fatores e os cuidados devem começar logo após o nascimento do bebê.
Segundo o ortodontista e ortopedista facial Gerson Köhler, a amamentação é fundamental para o correto desenvolvimento e crescimento do rosto. Ao se alimentar no seio da mãe, o bebê realiza movimentos que exercitam a respiração e a musculatura facial. A sucção do leite e a deglutição, ou ato de engolir, fortalece os músculos e direciona a formação dos ossos. “Enquanto a criança mama no seio materno, três necessidades estão sendo supridas. A primeira é a alimentação, a segunda é a exercitação da região bucal e a terceira é a satisfação psicoemocional”, explica o especialista, que atua na Köhler Ortofacial.
Enquanto o neném se alimenta no seio da mãe, são feitas de cinco a 30 sucções por minuto. A quantidade de movimentos depende do tamanho da fome. Gerson observa que a ação dos músculos só é feita da maneira adequada e saudável se houver a amamentação diretamente nas mamas. “O uso de mamadeira pode vir a ser muito danoso em termos de desenvolvimento facial normal. O fluxo do leite muda com os bicos artificiais, mesmo que tenham o chamado formato ‘ortodôntico’, obrigando o bebê a alterar a posição da língua e a engolir de forma errada. Em longo prazo, há consequências para o rosto e as arcadas dentárias”, afirma.
A amamentação materna também influencia a fala. A fonoaudióloga Nilse Köhler, profissional que integra a equipe interdisciplinar da Köhler Ortofacial, ressalta que esta função da comunicação depende da correta estrutura muscular e óssea do rosto. O posicionamento da boca nos mamilos estimula os pontos articulados que produzirão os fonemas. “Amamentar não é apenas alimentar a criança, mas prepará-la também para falar. O fortalecimento e tonificação da língua, bochechas e lábios são essenciais, já que estes músculos são responsáveis pela geração das palavras”, enfatiza.
Chupar os dedos, respirar pela boca e morder objetos – de forma continuada, crônica – são outras atitudes que prejudicam o desenvolvimento facial infantil. Isto acontece porque a função dos músculos faciais é alterada, modificando a estrutura óssea que tem muita plasticidade e começa a ser alterada em relação ao normal. “O rosto é a região corporal mais suscetível a deformações. Os pais devem dar atenção a este fato, pois tudo o que acontece na infância tem reflexos no futuro. Na fase infantil os ossos são extremamente maleáveis, portanto, se a ação muscular for inadequada, a base óssea também será”, esclarece Nilse, especialista em distúrbios funcionais orofaciais.

Respiração bucal é vilã do desenvolvimento do rosto
Gerson aponta que a respirar pela boca é uma das principais causas da alteração do crescimento facial. A respiração correta é caracterizada pelo uso das narinas que filtra, aquece e umidifica o ar inspirado e não deve ser feita pela boca. Caso a criança respire incorretamente, pode haver sintomas como baixo rendimento escolar, distúrbios do sono, irritabilidade, dores de cabeça, sonolência diurna e redução da concentração. “A respiração bucal provoca a geração progressiva de alterações ortopédicas e ortodônticas da região dentofacial e deve ser combatida precocemente”, alerta o ortodontista.
O acompanhamento com especialistas ajuda a identificar qualquer modificação no crescimento do rosto. Nilse recomenda cuidados precoces para garantir o desenvolvimento normal e harmonioso da face. A Monitoração Ortopédica da Face Pediátrica (MOFP) é uma boa estratégia. “A MOFP é uma maneira de prevenir e intervir precocemente nas alterações do rosto, que deve estar em sua melhor forma de beleza e funcionalidade, assegurando a saúde geral de todo o organismo. Bons hábitos devem ser estimulados na infância para que na fase adulta o corpo seja saudável”, acrescenta.

Fonte: Assessoria de Imprensa



quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

ODONTOLOGIA DO IDOSO




O atendimento odontológico para idosos requer cuidados diferenciados, que levem em conta seu histórico médico, com a colaboração de profissionais de diversas áreas, como medicina e psicologia.

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A conclusão está no livro “Odontogeriatria: uma Visão Interdisciplinar”, escrito pelo dentista Fernando Montenegro, do Centro de Saúde Escola Geraldo de Paula Souza, mantido pela Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP. Além de dentistas, a publicação contou com a colaboração de gerontólogos e psicólogos, abordando patologia, farmacologia, tratamento odontológico em casos de Alzheimer, Parkinson, câncer, doenças cardiovasculares e AVC, além do atendimento odontológico em UTI e em domicílio.
De acordo com o dentista, uma abordagem global faz toda diferença no tratamento ao idoso. “O paciente necessita de um tratamento em que seu histórico médico seja levado em consideração”, aponta. “É importante que o dentista tenha um bom relacionamento com os demais médicos do paciente, porque nem sempre ele vai dizer ao seu dentista se está com o diabetes controlado, por exemplo. E essa é uma informação importante, que pode ter influência no tratamento.”
O caminho inverso também é importante. O principal problema bucal que afeta os idosos, a redução do fluxo salivar, é, segundo Montenegro, efeito colateral do consumo contínuo de remédios receitados pelos demais médicos para controle de hipertensão e diabetes, doenças crônicas comuns na terceira idade. Como consequência dessa redução, ocorre maior incidência de cáries e lesões na mucosa da boca, que sustentam as próteses, levando o paciente a sentir dor.
Por causa da dor, o paciente a para de usar a prótese e, portanto, deixar de consumir todos os alimentos importantes para uma dieta saudável. Com isso, ele fica mais suscetível às doenças. Também pode acontecer aumento no consumo de certos nutrientes, pois a saliva é importante na limpeza das papilas gustativas, que são responsáveis pelo reconhecimento do sabor dos diferentes alimentos. Pouca saliva significa pouca limpeza nessas papilas e o resultado é que a percepção de sabores como doce ou salgado fica prejudicada e a pessoa idosa passa a temperar mais a comida, podendo exagerar no açúcar ou no sal e tendo problemas no controle de diabetes ou hipertensão.

Bem-estar psicológico
O odontólogo também defende, a partir de agora, uma abordagem preventiva por parte dos dentistas. “Nossa profissão só descobriu como prevenir cáries e problemas de gengiva nos ano 1950. As pessoas que hoje são idosas não tiveram contato com essas descobertas e chegavam aos 30 anos de idade já com os dentes irremediavelmente danificados ou com dentaduras”, explica Montenegro.
O grande problema das próteses é que nem sempre os pacientes cuidam dela. Próteses muito antigas não permitem mastigação eficiente. A mastigação ineficaz impede boa absorção dos nutrientes da dieta, função muito importante para fortalecer a saúde dos idosos. “Os médicos pedem para o idoso manter uma dieta balanceada, consumir muitas fibras, mas se os dentes, ou a prótese, não estão bem, a pessoa não consegue seguir essas orientações”, diz.
Além da importância fisiológica, uma boa dentição é importante para o idoso porque garante boa aparência e melhora a fonética. Dentes quebrados influem na passagem do ar, resultando em alterações na fonética e impedindo boa compreensão do que a pessoa quer dizer. Com boa aparência, e fala melhorada, o paciente recupera a auto-estima, se socializa mais, e pode até tentar se reinserir no mercado de trabalho. Essas atividades são importantes para o idoso, que está mais sujeito à depressão, por exemplo.
Não apenas a carência nutricional contribui para as doenças. “A saliva tem propriedade antibióticas, capaz de controlar as bactérias que habitam a boca. Essas bactérias podem alimentar os problemas de pulmão do paciente, então a boca e a língua devem estar sempre limpas. Mas nem sempre os profissionais que cuidam do idoso sabem disso. É por isso que temos que compartilhar a informação”, defende Fernando.
O livro, publicado pela Editora Elsiever, será lançado no primeiro Congresso Interdisciplinar de Odontologia (Ciosp) da Associação Paulista dos Cirurgiões-Dentistas (APCD), que acontece entre os dias 31 de janeiro e 3 de fevereiro, no Expo Center Norte, em São Paulo.
Mais informações podem ser obtidas por meio do telefone (11) 3061-7882.

Fonte: USP on-line




terça-feira, 18 de dezembro de 2012



A todos que nos acompanharam durante o ano, desejo um Natal com muitas felicidades e um Ano Novo repleto de  sucesso com muito amor e prosperidade.
São os votos de  ANTONIO MARTINS | ODONTOLOGIA DO TRABALHO

VEJA COMO OS CÃES PODEM AJUDAR A SAÚDE DOS HOMENS




Um estudo de uma universidade alemã e a prática em um consultório dos Estados Unidos exibem como os cachorros, considerados os melhores amigos dos homens, podem trazer benefícios em hospitais ou em clínicas. Veja os exemplos do beagle Cliff e do golden Brooke.
A pesquisa holandesa publicada no British Medical Journal mostra que cães podem detectar bactérias que causam infecções hospitalares graves, como a Clostridium difficile. Cliff, um beagle de dois anos usado no estudo, conseguiu detectar a superbactéria com 83% de precisão.
Os testes com Cliff foram feitos em dois hospitais de Amsterdã nos quais, como em outros países, os médicos estão tentando reduzir as taxas de infecção pela bactéria detectada pelo beagle.
Os exames de laboratório usados atualmente são lentos, caros e podem atrasar o início do tratamento em até uma semana. A Clostridium difficile geralmente afeta pacientes idosos que estão sendo tratados com antibióticos. Ela provoca problemas na flora intestinal, diarreia e, em casos extremos, inflamação intestinal e a morte.
Os cientistas afirmaram que usar um cachorro nos hospitais para detectar os pacientes infectados é uma forma "rápida, eficaz e popular" de evitar a propagação da bactéria.
Estudos anteriores demonstraram que cães são capazes de detectar vários tipos de câncer.
A ideia de treinar um cachorro para detectar a Clostridium difficile surgiu quando os pesquisadores do Centro Médico da Universidade VU, de Amsterdã, notaram que as fezes contagiadas pela bactéria emitiam um odor específico.
CD leva cachorro ao consultório para acalmar crianças
Para ajudar os pequenos a aguentarem os momentos de motorzinhos e ferramentas odontológicas, o cirurgião-dentista norte-americano Paul Weiss trouxe de casa uma solução: Brooke, sua cachorra, que vai ao seu consultório todas as quintas-feiras.
A foto do animal no consultório foi publicada no site de compartilhamento de imagens Reddit e se tornou um viral por lá. Depois, o portal de notícias MSN descobriu quem era o cirurgião-dentista que levava seu animal de estimação para deixar as crianças mais confortáveis.
Às quintas, todas as crianças que têm medo de dentista podem entrar na sala acompanhadas de Brooke. “A sensação de termos uma criança nervosa no consultório e transformá-la em alguém confortável é incrível”, disse o doutor Weiss ao Huffington Post. A presença do animal não traz nenhum risco à saúde das crianças: em suas visitas, Brooke recebe um avental igual ao dos médicos e a sala é limpa constantemente.

 








quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

DENTISTAS PODEM PRESCREVER ANTIDEPRESSIVOS?




Perguntas como esta têm sido feitas por pacientes, farmacêuticos, dentistas e até por conselhos profissionais, mas por diversos motivos as respostas não são padronizadas, gerando confusão e mal estar entre profissionais, farmacêuticos e pacientes. Este texto tem por objetivo esclarecer algumas dúvidas, emitir alertas e servir de base para a resposta aos vários questionamentos.
Segundo a lei 5081 de 1966, que regulamenta a Odontologia no Brasil, no artigo 6º, parágrafo 2º, compete ao CD prescrever e aplicar especialidades farmacêuticas de uso interno e externo, indicadas em Odontologia. Desta forma não há restrição direta ao uso de qualquer medicamento, apenas a consideração que este se preste às necessidades estomatológicas do tratamento proposto.
Assim, se uma droga classificada como antidepressivo for útil para a recuperação de condições orofaciais ela pode ser receitada pelo cirurgião dentista. Esta situação se aplica, por exemplo, em casos de síndrome de ardência bucal, de odontalgia atípica, nas dores crônicas e em outras neuropatias periféricas orofaciais que venham a necessitar da atuação exclusiva ou multiprofissional de um cirurgião dentista.
A rotulação de uma medicação em função de sua aplicação clínica geralmente é feita com base histórica (e.g. antihistamínicos, antihipertensivos, etc.), o que não significa que esta seja a única função farmacológica de uma substância. Um exemplo simples é o ácido acetilsalicílico, que normalmente é classificado como anti-inflamatório e analgésico – onde usualmente cabe a prescrição odontológica. Mas também pode ser utilizado como antiagregante plaquetário para prevenção de doenças tromboembólicas – fora da alçada do CD.
A recusa na entrega do medicamento ao paciente por preconceito, sem base lógica ou sem consulta ao profissional pode representar grave infração ética, repercutindo negativamente na relação paciente-profissional
Assim, só é vedada a prescrição de antidepressivos, para si mesmo ou para terceiros, se estes forem indicados para o tratamento de depressão, alterações de humor, cefaleia, neuropatias sistêmicas, insônia ou quaisquer outras condições fora do âmbito da Odontologia.
O mesmo raciocínio se aplica a outras substâncias farmacoativas que precisem ser prescritas pelo CD – em certas situações, por exemplo, é necessária a prescrição de opióides, ansiolíticos, anticonvulsivantes, miorrelaxantes, sialagogos, imunomoduladores e várias outras substâncias aplicáveis ao tratamento de doenças orofaciais, porém menos usualmente prescritas por estes profissionais.
Quando ocorrer dúvida do farmacêutico ou dos pacientes sobre a plausibilidade da prescrição odontológica, é aconselhada a consulta reservada ao cirurgião-dentista para esclarecimentos (por telefone ou por escrito), ou até mesmo ao Conselho Regional de Odontologia, que deve possuir quadros profissionais com conhecimento adequado para a emissão de pareceres.
A recusa na entrega do medicamento ao paciente por preconceito, sem base lógica ou sem consulta ao profissional pode representar grave infração ética, repercutindo negativamente na relação paciente-profissional. Além disso, o paciente que deixar de utilizar uma medicação recomendada pelo seu CD, pode ter seu tratamento prejudicado e seus sintomas exacerbados.
Apesar de ter base legal, a indicação de medicamentos pelos CDs deve seguir as mesmas regras técnicas das prescrições médicas, assim, é necessário que este profissional tenha domínio pleno sobre a utilidade do fármaco, suas vias de administração, dosagens, interações medicamentosas, efeitos colaterais, contra-indicações relativas e absolutas, além de saber lidar com as reações adversas mais comuns. Também é importante que os casos sejam bem acompanhados para agilizar a interrupção do uso assim que os benefícios terapêuticos sejam alcançados.
FONTE: www.medicinaoral.org